Esportes, Geral

O “homem cordial” ante Galvão Bueno

 

Quem assistiu ao jogo do Brasil ontem deve ter percebido que, de vez em quando, a Globo tirava o som ambiente do ar. Não era, obviamente, problema técnico: a Globo não erra desse jeito. O técnico de som da emissora quis evitar que o torcedor fosse brindado com uma narração abafada pelo velho cântico dos gramados: “Ei, [nome da vítima], vai tomar […..]”. Não era nenhum ataque de puritanismo. É que a vítima agora não era o adversário, nem um jogador específico, nem mesmo o medíocre Vagner Love (que só recebeu algumas vaias): era Galvão Bueno.

Não é a primeira vez que isso acontece. Durante o jogo Grêmio x São Paulo pela Libertadores da América, Galvão também foi brindado com o mesmo cântico. Isso se repetiu em outros jogos e também durante do Panamericano do Rio de Janeiro. Sempre em grandes eventos, para a Globo registrar e constranger o narrador durante a transmissão.

Há poucos anos, o panorama era outro. Milhares de torcedores na arquibancada seguravam cartazes nos estádios implorando atenção diante das câmeras da Globo. “Galvão, filma eu!” virou bordão e o narrador normalmente atendia ao pedido. O que Galvão Bueno fez para que tudo mudasse de uma hora para outra? Porque se tornou a vítima preferida do torcedor?

Vejamos. Desde que Galvão se tornou o narrador que todos conhecemos ele tem uma marca registrada: o ufanismo. Torce descaradamente para a nossa seleção, comemora efusivamente os gols do Brasil, diz “para cima deles, Robinho!” quando este último está na frente da área adversária ou “essa é tua, Júlio César!” quando alguém cruza para dentro da nossa área. Volta e meia faz alusões à violência dos adversários, sobretudo se forem argentinos, e reclama do juiz a todo instante. Tudo isso é Galvão Bueno e tudo isso nós conhecemos há muito tempo. Para quê, então, se escandalizar agora? Para quê franzir o cenho, indignado,e gritar, de dedo em riste, contra a “falta de profissionalismo”, o “ufanismo”, a “parcialidade”, o “desrespeito ao adversário”?

É muito estranho. Primeiro, porque a crítica é recente. Segundo, porque Galvão não é o único ufanista na praça. Todos os narradores, em todo o mundo, torcem pela seleção dos seus países. O narrador argentino diz que os “macaquitos brasileños” levantam “las patitas” quando sofrem uma falta; o narrador escocês enlouquece quando sua seleção faz um gol na França em pleno Parc des Princes e dispara: “Zidane? Henry? Trezeguet? Nada disso, aqui manda James McFadden!”; e até o narrador inglês, que, por ser inglês, é muito comedido, grita um longo “Yeeeeeees!” quando o English Team faz um gol. Galvão Bueno pode até levar essa tendência ao paroxismo mas não é o inventor dela.

Além disso, o que faz Galvão Bueno? Pede paz nos estádios, convoca as famílias, pede apoio para o futebol feminino, elogia um ou outro jogador que está se destacando e, por fim, elogia a própria torcida quando ela faz festa. A esse elogio a torcida responde com vaias, gritos de guerra e rancor. Difícil entender porquê.

Ou talvez nem tão difícil. Há alguns dias, um colega de Galvão Bueno, Luciano Huck, foi assaltado em São Paulo. Indignado, escreveu uma carta aberta na imprensa pedindo mais segurança. Como resposta, foi criticado por dar mais importância ao seu objeto roubado – um relógio Rolex – do que à situação sócio-economica do bandido, que seria um simples produto da desigualdade social e – mais! – teria até direito a roubar, pois o sistema nada lhe concede e tudo lhe toma.  Um escritor paulistano chegou a dizer que o assalto de Huck ficou bom para os dois lados, pois o cada um ficou com o que queria: o ladrão com o relógio, e o apresentador, com sua vida. Nesse caso de Huck, e no de Galvão Bueno, a platéia reagiu programaticamente contra os dois. Exigiu deles uma austeridade mais do que puritana, quase santa. Galvão deveria abster-se de qualquer emoção. Huck deveria entender e até aprovar roubo de seu relógio.

O ensaio Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, criou uma das figuras mais conhecidas e bem sucedidas da auto-imagem nacional: o homem cordial. Segundo Buarque, é o homem mais sensitivo e emotivo do que racional, que age com o coração – cors, raiz de “cordial”, é “coração”, em latim – e não com o cérebro. Na linguagem comum, “cordial” virou sinônimo de simpático, alegre, boa praça, de tapa nas costas, de convite para tomar um cafezinho no boteco – de brasilidade, enfim. Pois bem, este mítico homem cordial parece que está morrendo. Hoje, pelo que se observa em manifestações como a de ontem à noite no Maracanã, em relação a Galvão Bueno nos transformamos no oposto. Poder-se-ia dizer que crescemos, ficamos adultos, mais sérios então. Nesse caso, teríamos perdido aquela alegria quase infantil e ingênua. Seríamos mais críticos, mais exigentes, mais civilizados, enfim, e teríamos deixado para trás esses produtinhos do atraso, como a alegria. No entanto, a julgar pela postura adotada perante os recentes fatos envolvendo a classe política, a situação não é bem essa. O mesmo povo que cobra imparcialidade austera de Galvão Bueno e consciência social de Luciano Huck corre às bancas para comprar a Playboy de Mônica Veloso e deliciar-se com as curvas  bem tratadas  com o dinheiro da corrupção.

É esse povo, que está banindo de seu rosto o sorriso sincero e a graça e do seu coração a simpatia e o bom humor, o mesmo que destrói praças, picha muros e arrebenta orelhões. E é esse povo que vaia a Seleção nos primeiros  minutos de jogo( coisa inimaginável para uma geração atrás) sem conceder sequer um pouco de tolerância.

Para o Brasil pseudo-sacrossanto e pseudo-austero que agora emerge, talvez fizesse bem o conselho do venerável jurista Paulo Brossard, homem de conduta inatacável e dotado de refinado senso de humor: “Carranca não é seriedade”.

Discussão

35 comentários sobre “O “homem cordial” ante Galvão Bueno

  1. Sabe pq a seleção deve mesmo ser vaiada? Pq ela não representa o povo brasileiro, os caras jogam no estrangeiro há anos e não tem sequer um jogador que realmente represente o futebol brasileiro atual, esse que assistimos ao vivo no campeonato brasileiro. Sobre o Galvão, ele é o melhor narrador que temos, mas já deu no saco e se tornou um marketeiro de marca maior, defendendo uns, inexplicavelmente e atacando outros, principalmente se esse jogador for um legítimo representante do futebol brasileiro.
    Sobre o Huck nem vou comentar, pq achei forçado sua presença nesse assunto.

    Publicado por Tchure Grimes | 19 de outubro de 2007, 01:10
  2. Abaixo o Galvão Bueno e a seleção do Dunga, nenhum dos dois tá jogando nada. Galvão é um puxa-saco e chato, não tá com nada. Já a seleção não fez mais do que a obrigação, ganhou de goleada e jogou mal e feio. Antes ganhar de 1 a 0 jogando bem, pra frente, do que ganhar de goleada e jogar feio, sem esquema tático e dependente de talentos individuais.

    Publicado por zecarlos | 19 de outubro de 2007, 02:07
  3. tamben nao concordo com alguns torcedores que ta com essa mania de ficar zoando os caras como fizerao com o lula no pan e agora com galvao,quem faz isso e otario ,estar so querendo aparecer

    Publicado por jeremy | 19 de outubro de 2007, 02:33
  4. Concordo com o texto, o que falta para a maioria dos brasileiros, e principalmente, para a maioria dos cariocas é EDUCAÇÃO. A dificuldade do Brasil em crescer não se deve somente aos nossos governantes, mas também ao nosso povo.
    Quanto a seleção, se uma outra seleção qualquer faz o que o Brasil fez e mete 5 lá dentro, todos falariam que a tal seleção jogou muito. Mas como é o Brasil….

    Ai como gosto de ver torcidas fanáticas como a da argentina ou a do Boca Juniors, toorcida que empurra seus jogadores.

    Publicado por Guilherme Werpel | 19 de outubro de 2007, 02:45
  5. Rapaz, vc deve ser louco, isso sim. O Galvão não eh vaiado ou xingado por ser parcial, por torcer pela seleçao brasileira, muito menos por convocar as familias e pedir por paz nos estadios. Ele é vaiado e xingado porque ha muito tempo passou a pensar que é mais q um simples narrador, ta pensando q sabe tudo, que pode dar palpite em tudo. Ele quer narrar, fazer comentarios tecnicos e comentar a arbitragem ao msm tempo. E ele nao sabe fazer isso… ele sabe narrar, apenas. E é o melhor disparado nisso. Mas eh lamentavel qdo ele começa a comentar o jogo, é repugnante. Jogou onde esse cara pra querer falar de alguem?? Alem de que, ele faz o comentario depois da jogada feita… aí é moleza né. Ele é vaiado e xingado, porque nao tem imparcialidade nem mesmo em jogos entre times brasileiros. Eu que sempre gostei de suas narraçoes, passei a ter ódio quando vi ele torcendo discaradamente para o Vasco e para o Romario fazer o milesimo gol contra meu Botafogo. É lamentavel ver o melhor narrador do país, achando q é mais do q é realmente. E enquanto nao mudar, vai continuar sendo vaiado e xingado por todas as torcidas do Brasil.

    Publicado por Eduardo | 19 de outubro de 2007, 03:54
  6. Qual é a novidade ao dizer que o povo brasileiro não tem opinião própria?

    O que mais se vê é corneteiro falando mal da Seleção, sem apresentar justificativas plausíveis e lançando as mesmas frases prontas (ex: “não têm amor à camisa”, “só tem jogador na Europa”). Não adianta ganhar a Copa América e surrar a Argentina DUAS vezes, esses alienados nunca estão satisfeitos.

    O pior de tudo é que 95% dessas pessoas nem sabem por que estão criticando. Criticam porque vêem outros criticarem, e fica por isso mesmo. É o chamado conceito por osmose.

    Sinceramente, é incrível como tem gente com a pachorra de falar que o Brasil jogou feio, depois de um gol memorável de Kaká, seguido do samba de Robinho.

    Quanto ao Galvão Bueno, minha única crítica a ele é pelo excesso de besteiras ditas. Em vez de ficar dando pitacos sobre o que não entende bem, deveria apenas se limitar em NARRAR A PARTIDA – posto que é essa sua função.

    E de forma ufanista, sim. Ele é brasileiro, e tem o direito de demonstrar emoção com a seleção de seu país, como qualquer outro torcedor. Quem aqui vai criticá-lo pela sua euforia nos gols do Brasil na Copa de 94, se era isso que dava mais graça ao assistir aos jogos?

    Se cada brasileiro fosse ensinado a PENSAR, REFLETIR e CONCLUIR, talvez estivéssemos numa situação muito mais digna que a atual.

    Publicado por Hugo Ledig | 19 de outubro de 2007, 04:02
  7. Lord C: eu estava no Maracanã e também pensei a respeito. Discordo de você. O clima de fanfarronice é reinante nos estádios e, assim sendo, obviamente ninguém vai parar pra pensar se é justo ou não mandar o Galvão tomar [….] Esse tipo de manifestão não carrega consigo nenhum senso de justiça. É uma brincadeira, uma brincadeira espontânea que não pretende, de modo algum, redimir ou crucificar ninguém. E pelo o que me contaram da reação do Galvão, acho que ele próprio entendeu esse espírito: “Agora virou festa”.

    Publicado por CJ | 19 de outubro de 2007, 04:19
  8. [i]Poder-se-ia dizer que crescemos, ficamos adultos, mais sérios então. Nesse caso, teríamos perdido aquela alegria quase infantil e ingênua. Seríamos mais críticos, mais exigentes, mais civilizados, enfim, e teríamos deixado para trás esses produtinhos do atraso, como a alegria.[/i]

    É disso mesmo que precisamos, essa cultura de m*****, de futebol, carnaval e sexo destroi o nosso país, enquanto isso em Brasilia os bandidos fazem a festa. É essa mesma cultura que permite o brasileiro simpatizar com o bandido e nao ligar pra corrupção. É o “jeitinho brasileiro”. E me espanta vc ainda querer exaltar esse lado podre do nosso povo, essa cultura de pão e circo, povo que adora roubar um ao outro, mas que abaixa a cabeça quando deve se impor. Galvão Bueno tem mais é que ser criticado, ser fútil e ignorante. Assim como Pelé, é mestre na arte de falar merda, é a nossa Carla Perez da narração esportiva.

    Eu e milhões de brasileiros poderiamos escrever um livro sobre como imbecis como ele são um atraso pro país. Pra fechar, aí vai um link com uma pequena parte das pérolas diárias desse infeliz cidadão:

    http://www.valinor.com.br/forum/showthread.php?t=39406

    Sem mais … gosto muito de futebol, mas tem horas que dá vontade de torcer contra a seleção só pra ver se esse povo acorda e discute assuntos mais sérios e se preocupa com o futuro do nosso país que, no meio desse mar de corrupção, não deve ser muito promissor. Não precisamos de Galvão, BBB, novelas e outras porcarias.

    Publicado por Kratos | 19 de outubro de 2007, 04:53
  9. falta EDUCAÇÃO, povinho medíocre!!!

    Publicado por marco | 19 de outubro de 2007, 10:15
  10. O comentário acima foi mantido por respeito ao posicionamento do leitor, porém teve excluída parte que continha palavras que não estavam de acordo com a proposta do Blog. Tal exclusão não altera o sentido da manifestação.
    Assinalada tal exclusão com [ ]

    Publicado por Blog Perspectiva | 19 de outubro de 2007, 11:25
  11. É engraçado que sempre tem alguém pra dizer que falta educação ao povo do Rio ou coisa parecida. Como tem gente invejosa ao lado do nosso estado.
    Tudo o que o Carioca faz, seja bom ou ruim, é criticado.
    Morram de inveja por não serem cariocas!

    Publicado por Luiz | 19 de outubro de 2007, 11:58
  12. A reflexão é boa. Mas há um equívoco. A crítica não é recente. É antiqüíssima. Ouvi-a pela primeira vez em 1996, no jogo Botafogo e Corinthians, pela Libertadores. Estava na geral, pela primeira vez, e indaguei a alguns torcedores o motivo. As respostas foram: “ufanismo exagerado”; “preferência pelo futebol paulista”; “é da Rede Globo”; “ele é muito chato…”. Ou seja, nada muito definido. Apenas “antena” para várias manifestações de incômodo. Talvez esse seja o preço do quase-monopólio midiático. A pretensão de canalizar todas as aspirações sociais acaba acarretando, também, a canalização das frustrações. O Galvão é apenas um peça no tabuleiro.

    Publicado por Marcos Marques | 19 de outubro de 2007, 12:21
  13. Véi, da raiva ver jogo com o galvao narrando… ele parece um burro, alem de estarno estádio, e com uma tv ao lado pra ver todos os lances, tem a coragem de dizer que nao foi falta, quando foi falta clara, que nao foi penalte quando tbm foi claro….. vai [ ….. ]mesmo galvão….
    E outra, pq nao assumi logo pra que time torce (mengão) e narra com emoção, ao inves de ficar tentando enganar os outros….
    Pega os radialistas antigos, que gozavam ao narrar um gol do flamengo por exemplo, deixando claro que torcia pro mesmo, e nunca sofreram com isso…. sem maIS.;

    Publicado por Fernando | 19 de outubro de 2007, 12:59
  14. Gostei da sua opinião, da comparação do homem atual com o cordial das Raízes do Brasil, especialmente sobre as diferenças nas reações aos dois casos (Renan e Huck) recentes e tão esclarecedores da nossa sociedade.
    Mas concordo com Eduardo aí acima, o problema com o Galvão é outro, é que ele quer ser o Todo Poderoso do esporte brasileiro e nem todo mundo quer endeusa-lo. Há anos que em minha casa preferimos o Sport TV ou outro canal para evitar os exageros dele.

    Publicado por Samantha Shiraishi | 19 de outubro de 2007, 13:01
  15. Os comentários que contiverem expressões qualificadas como “palavrões” serão mantidos ,por respeito ao posicionamento do leitor, porém terão excluída parte que contenha tais palavras, por respeito aos demais leitores que eventualmente não gostem de deparar com tais expressões. Tal exclusão não altera o sentido da manifestação.
    Assinalada tal exclusão com [ ]

    Publicado por Blog Perspectiva | 19 de outubro de 2007, 13:23
  16. Tem que ser vaiado mesmo. Acha ele, que sua condição de apresentador, lhe dá direitos de despejar e vomitar sandices e mais sandices em nossos ouvidos. Além de ser uma pessoa extremamente má educada com os repórteres de campos, quando fazem alguma intervençaõ. Responde de uma maneira enfadonha: FALE, ALÉM DE CORTAR COMENTÁRIOS DOS COLEGAS.
    Isso sem falar, no acidente do Kubica, polonês da F1, quando soltou a pérola de que: O CÉREBRO É IGUAL A UM QUEIJO MOLE DENTRO DE UMA CAIXA DE MADEIRA. OU TRAZER DISCUSSÕES GRAMATICAIS SOBRE A FORMA DE EXPRESSAR O NOME DE A OU B, QUANDO NEM ELE MESMO SABE SE EXPRESSAR.
    É um cara antipático, mau educado com os companheiros de trabalho além de se achar no direito de ter a sua opinião como definitiva e ímpar.
    A manifestação da torcida é normal.
    Mesmo porque não somos, graças a deus europeus e, sim latinos.

    Publicado por Sergio | 19 de outubro de 2007, 13:51
  17. Ah, por falar em homem cordial, acabei me esquecendo de fazer um adendo sobre o própro Galvão.

    Temos aqui um belíssimo exemplo de “cordialidade” com os colegas de trabalho.

    Publicado por Hugo Ledig | 19 de outubro de 2007, 16:01
  18. totalmente errada, sua analise…

    os gritos são pelo lixo verbal que esse narrador solta, comentários ridiculos, puxando o saco de seus queridinhos, que mesmo fazendo m****, é só fazer uma graça que ele elogia o jogo todo… robinho mesmo, ele só foi pegar fé depoisd os 20min do segundo tempo, mas depois virou o rei da partida, mesmo tendo feito APENAS um lace digno de um craque…

    Publicado por beto | 19 de outubro de 2007, 18:05
  19. Muito bom o texto, boa analise. Acredito que muitos que comentaram aqui não entenderam que não se trata propriamente de defesa do Galvão.
    A propósito o texto de voc~es foi copiado. Acabei de ver no blog http://reirom.zip.net/. O cara colocou como se fosse dele.

    Publicado por Ana | 19 de outubro de 2007, 22:47
  20. Na verdade, temos pouca opção para assistir jogos, devido a manipulação imposta através da Rede Globo. por isso temos que aturá-lo 90 minutos falando, bobagens, enaltecendo jogadores de simples lances e de pura sorte, a fim de valorizá-los para uma futura negociação. Todos tem o direito de se manifestar (exceto com agressões). Embora não concordo que as pessoas acham que os cariocas impõem inveja às outras. Sou bahiana com muito orgulho, respeito todos estados. O que sinto é pena das pessoas que pensam assim, ou se acham superiores. COITADO!!!

    Publicado por Andréa Souza da Silva | 19 de outubro de 2007, 23:33
  21. Ana, agradecemos o interesse. A atitude de utilizar o texto sem citar a fonte faz parte dessa mudança no comportamento do brasileiro da qual o texto de Lord C faz referência.
    Reirom, se você leu o texto de Lord C , gostou e resolveu postar em seu blog, não tem problema, mas é de bom tom indicar a fonte.

    Publicado por Blog Perspectiva | 19 de outubro de 2007, 23:35
  22. 3 coisas:
    1) O q o(a) senhor(a) faz para mudar isso? Escrever num blog é mole.
    2) Eu tb sou contra os xingamentos ao Galvão por mais q eu não goste dele…
    3) Tem q vaiar essa seleção sim…não é pq eles carregam a camisa do Brasil q precisam ser ovacionados o tempo todo…a torcida, q paga CARO para ir ao estádio, se arrisca de noite para ver os jogadores e acabam vendo um jogo tosco com jogadores MILHONÁRIOS, tem TODO o direito de vaiar a seleção sim!!! Mas não têm o direito de faltar com respeito a qm quer q seja, no caso, com o Galvão!

    Publicado por Felipe RJ | 20 de outubro de 2007, 00:49
  23. Não vi nada demais no vídeo que colocaram aqui nos comentários. Pergunta: na mesma situação alguém faria diferente? Normalíssima a reação dele.Aliás, pelo que deu pra perceber o cara merece mesmo ganhar bem. Baita stress.

    Publicado por Mariana | 20 de outubro de 2007, 11:11
  24. O Gaslvão forma com Faustão e Chucha o trio de ferro da formação da demência nacional. Ele é vaiado desde os anos 80, por ser parcial em favor dos clubes cariocas e paulistas (principalmente Flamengo e Corinthians) nas suas narrações e por devoção quase homossexual a alguns jogadores como Ronaldo “Fenômeno” e agora Robinho.

    Publicado por Luís Roque RS | 20 de outubro de 2007, 12:52
  25. Chega de monopólio de certa emissora, por isso que na maioria das vezes o povo vaia, decepcionado com certas atitudes.
    Quanto a Galvão, acho que ele está querendo outra Ferrari, por isso puxa muito saco de alguns jogadores da seleção.

    A Dunga, ele como técnico é uma piada. Mostre algum esquema tático, ai considero ele como técnico.

    Publicado por Galvão | 20 de outubro de 2007, 13:23
  26. Olha, me desculpa, mas eu já assisti jogos de seleção de outros países nos seus países devidos e já vi F1 em vários lugares do mundo, e ufanismo desmedido como o do Galvão… não vi não, mas não vi e nem ouvi mesmo. Aliás, se por algum acaso fosse assim muito provavelmente teriam sido demitidos há muito tempo. E o pior é que o padrão Galvão já é largamente copiado e usado por outros coleguinhas dele aqui no Brasil. Aliás, o que não falta é versão mini me do próprio.

    E num país carente de educação como o Brasil dar o exemplo (mau exemplo) que ele dá tem consequências como por exemplo o preconceito contra estrangeiros que ficou bem claro nos jogos pan americanos aqui no Rio. Se ele faz o que faz, vaia da maneira dele os oponentes do Brasil, por que “nós” não podemos fazer o mesmo?

    Para um cidadão que clama pela luta contra o preconceito e racismo, ele se mostra um belo de um preconceituoso isso sim, toda a vez que abre a boca, sempre com dois pesos e duas medidas pra medir seus amores e desafetos. É só abrir a boca que o preconceito jorra. E pra quem é formador de opinião como ele é… boa coisa não dá.

    E acho que esta revolta com ele se deve ao fato de que mais dia menos dia um ufanismo do tamanho do dele enche o saco até dos mais ufanistas de plantão, né?

    E agora vou assitir o treino da F1 como sempre faço no mute porque ouvi-lo é dose, tripla e de coca-cola quente.

    XO

    Publicado por Diandra | 20 de outubro de 2007, 16:04
  27. acho que o galvão é o melhor narrador do brasil,é orrível ter que assistir um jogo do brasil que ñ seja narrado por ele….os que vaiaram,foram otários,que só vão p estádio p faser pirraça….
    Já a seleção…ñ defendo a seleção,acho que meresse sim ser vaiada, quando demostram meio que um desinteresse em atacar e criar jogadas,deichando o jogo monótono.
    E quando isso acontesse,a torcida tem total liberdade para vaiar,e quando joga bem,aplausos e apoio lhes serão dados.

    Publicado por Saimon (pa) | 22 de outubro de 2007, 18:00
  28. SAIMON (pa), primeiro volte ao primário e aprenda o PORTUGUÊS, DEIXE DE SER IGNORANTE… Se não tem capacidade de escrever corretamente, imagina fazer comentários…. VC É RÍDICULO !!!!!!!! gargalhadas

    Publicado por Pati | 23 de outubro de 2007, 15:55
  29. HUUUUUUUUUU, GALVAO E UMA B**** MESMO, PRIMEIRO FOI O RONALDO BARRIGUDOMENO NINGUEM AGUENTAVA + AQUELA MELAÇÃO DO GALVAO COM O RRRRRRRRRRRRRRRONALDINHO…Q RIDICULO!. BEM ELE JA FOI UM BOM NARRADOR MAS HOJE EM DIA ELE E TUDO, NARRADOR COMENTARISTA, JUIZ E PRINCIPALMENTE BABA OVO…TEM UNS TORCEDORES OTARIOS Q FICAM DEFENDENDO AQUELE B*****, SAO UMA CAMBADA DE MANÉ, POIS QUEM TEM UM POUCO DE INTELIGENCIA VÊ A MANEIRA DESCARADA COMO ELE PUXA O SACO DE ALGUNS…QUEM NAO SE LEMBRA DA FINAL DA FORMULA 1 NO ULTIMO DOMINGO, ONDE ELE PUXAVA O SACO RIDICULAMENTE DO HAMILTON, TORCENDO PRA ELE SER CAMPEAO, AINDA BEM Q ELE E SUA CORJA TUDO TOMARAM NO C*! NOS TELESPECTADORES NAO ESTAMOS INTERESSADOS NA OPNIAO DE NARRADOR E NEM E ESSE O PAPEL DO MESMO. A GLOBO TINHA Q TOMAR VERGONHA NA CARA E COLOCAR UM NARRADOR DECENTE PRA NARRAR OS JOGOS DO BRASIL E PRINCIPALMENTE A F1!

    *O comentário acima foi moderado por conter ofensas.

    Publicado por FORAGALVAO | 23 de outubro de 2007, 16:30
  30. Galvão, nada Bueno, preenche com sobras a vaga de homem-incômodo. Se fosse só isso seria bueno, pois o meteorologista, vidente, torcedor, profeta, médico, físico, astrofísico, empresário, palpiteiro, comentarista, gauchófobo Galvão, já deveria ter passado o monitor e microfone a outro usurpador.
    Por outro, mesmo, lado, penso que malhar o Galvão se tornou uma espécie de esporte nacional, uma competição anônima para ver quem fala mais mal dessa que é uma das figuras mais polêmicas da TV nos últimos tempos. Bem nem todo o anonimato produz anônimos de qualidade. Sendo assim Washington Luis Prudencio é quem postou este coment.

    Publicado por memoriadeiguana | 24 de outubro de 2007, 23:37
  31. Desculpa, mas vc não deve assistir á futebol, né ?

    Publicado por Pablo Silva | 3 de novembro de 2007, 01:05
  32. Fora galvão.

    Publicado por Fernandes | 22 de novembro de 2007, 00:54
  33. Li poucos comentários interessantes a esse artigo. Ele fala sobre o homem Cordial e eu vejo o que ele fala, irónicamente, se confirmar nos textos dos que comentaram. Sempre a argumentação e o conflito é levado pro lado pessoal, da esfera intima e se torna uma ofensa… hehehe

    Publicado por Tiago | 8 de dezembro de 2008, 19:52
  34. muito bom comentário… O Galvão é produto do meio e o povão ,que como você diz gosta do Renan Calheiros e do Sarney, (eles estão lá porque foram votados). Na verdade ele é um tremendo de um chato mas é tão chato quanto o próprio povo brasileiro que não se respeita, vota mal, não gosta de trabalhar e tem raiva de quem trabalha.

    Publicado por Iron | 24 de julho de 2009, 03:44

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