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Ruim é a droga, dependente precisa de ajuda

Hoje trazemos um artigo do jornalista Cláudio Furtado sobre um tema candente em nossa sociedade: a questão das drogas. O blog Perspectiva se sente gratificado pela colaboração, que enriquece e qualifica este nosso espaço.

Cláudio Furtado* 

Tem muita gente que mistura as coisas. Coloca droga e drogado no mesmo saco. E acha que é preciso eliminar os dois, sem dó, nem piedade. Ledo engano, como se dizia. Droga é ruim, dói, atrapalha a vida, manipula, destrói, um prazer imediato que não traz felicidade, leva à prisão, clínica ou à morte prematura. O dependente precisa apenas de ajuda, principalmente dele mesmo, para poder superar uma doença incurável, mas que pode ser controlada pelo tratamento, a partir da força de vontade.         

A droga não respeita cor, credo ou classe social. Sem pedir passagem, ela entra de sola na vida de todos nós. Desconheço alguma família que não tenha, ou nunca enfrentou, algum problema desta natureza, de dependência. Quando falo em droga, na lista estão a maconha, o crack, a cocaína, o álcool e também o cigarro, entre tantas outras substâncias que acompanham o homem, desde o início da nossa existência. Aliás, álcool e tabaco lideram a lista das drogas que mais causam vítimas fatais. Só as doenças causadas elo cigarro matam cerca de 15 mil pessoas por ano no mundo.

 Numa linguagem simplificada, sem comentar sobre programas de redução de danos, a questão da oferta e da procura estão muito concretas em todo este processo de controle do uso da droga. Na oferta, as ações para redução são policiais, de combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro, na destruição das plantações, do refino. Infelizmente esta guerra, mesmo com imenso esforço da área da segurança, cheia de limitações, está sendo vencida pelo lado ruim,  por diversos motivos, entre eles as facilidades de ingresso do produto num país continental, como o nosso. Aliás, todas as classes sociais participam na movimentação do mercado, exatamente pelo consumo, causado pela doença. Ao mesmo tempo cobramos um tratamento adequado para enfrentar as balas perdidas, assaltos, guerra nas favelas, a violência.          

Nosso trabalho, dos diversos segmentos da sociedade, das famílias, é de procurar cortar o mal pela raíz, exatamente para que não exista a demanda, na prevenção. Como? Com limites para os nossos filhos; saber também dizer não, com amor; muita espiritualidade; orientações para os jovens sobre os prejuízos causados pelas drogas; ter  consciência de que traz um prazer momentâneo, mas logo vem a dor, o desespero. E também buscar soluções para a questão da recuperação, já que é irrisório o número de leitos de internação, principalmente para a classes menos favorecidas (apenas, por exemplo, 184 em Porto Alegre garantidos pelo SUS, de acordo com ZH de 30/10), que devem ser obrigatoriamente acompanhados por programas especializados, com a participação de médicos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas, monitores e técnicos da área. Tudo isto sem nunca esquecer do imprescindível apoio, que representa, para quem tem fé, o poder dos valores espirituais.   

 *Jornalista      

Discussão

Um comentário sobre “Ruim é a droga, dependente precisa de ajuda

  1. meu marido é dependente de drogas e ñ sei mas o q fazer me ajude

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    Publicado por charlene | 20 de maio de 2009, 20:49

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