Música

O retorno do vinil

Lembro muito bem de quando compramos o nosso primeiro aparelho de CD. Foi no Natal de 1994 e eu tinha apenas 11 anos. Naquela época ainda havia discos de vinil, mas o CD já era uma realidade para muitos. Diziam que o som era melhor, que não havia chiados e que era mais sensível, fácil de arranhar. Tudo isso eu confirmei quando escutei os primeiros CDs que meus pais compraram.

Quanto ao vinil, este sumiu em poucos anos. Em 1996, quando comecei a comprar CDs por conta própria, já não se falava mais nos velhos bolachões, a não ser como recordação de época passada. Alguns amigos que tinham irmãos mais velhos falavam dos tais discos, e um que outro ainda mantinha o aparelho funcionando, mas eram raridade. Gostávamos de rock, principalmente rock clássico, e para formar uma discoteca respeitável, digna dos verdadeiros roqueiros, – lá por volta de , 1999, 2000, a moda era seguir o que diziam as listas de “100 maiores do século” – marchávamos com 25 reais toda semana, uma soma considerável para adolescentes sem renda fixa. Comprava-se CDs remasterizados do Led Zeppelin, The Who, The Clash, Black Sabbath, todas as velharias, além das novidades habituais. Nem cogitávamos comprar os LPs originais: não havia interesse nem os aparelhos daqueles que tinham irmãos mais velhos funcionavam.

Pois bem. Falando assim, parece que emulo o célebre dito de John Updike, suavemente saudoso, sobre a sua época de juventude: “Depois de tudo, nós nem desconfiávamos que éramos uma geração“. E não estaria longe da verdade. Nós, que nascemos no início dos anos 80, fomos, sim, algo como uma geração, pelo menos no que diz respeito à maneira como passamos a escutar música. Fomos a geração do CD. E digo “fomos” porque esta geração que começou há pouco tempo já está chegando ao fim: o CD caminha para se tornar peça de museu (este blog, aliás, já falou disso aqui). Ninguém mais compra as novidades: baixa-as da Internet e, sem o menor pudor, as armazena no seu computador. Ou escuta no Ipod. O CD agoniza e não dá mostras de que vai voltar a viver.

Se o CD já é quase peça de museu, o que sobra para o disco de vinil? Uma figura nos livros de arqueologia? Nada disso: aproveita essa cambaleada do seu filho para ressuscitar dos mortos, subir aos céus e sentar-se à direita do consumidor todo-poderoso, que julga impiedosamente os vivos e os mortos. E é esse consumidor, feroz e exigente como o Deus do Antigo Testamento, que está promovendo o retorno do disco de vinil. Se ainda não se pode falar em uma volta triunfal, o fato é que o número de aficcionados pelas bolachas pretas aumenta a cada dia.

Em outro post, registramos que o último álbum de Paul Weller, ex-The Jam, vendeu em vinil quase o mesmo que em CD. Agora, temos o exemplo do White Stripes, cujo single “Icky Trump” vendeu mais de dez mil cópias em apenas dois dias. E os Smashing Pumpkins acenam com a possibilidade de lançarem seus próximos álbuns apenas em vinil. Na Inglaterra, as vendas dos discos de vinil cresceram 13% em comparação com o ano anterior. Não é uma avalanche, mas não há dúvida de que é sinal de alguma coisa. E o que será?

vinil.jpg

As respostas variam. Sempre houve puristas que achavam que o vinil era tecnologicamente melhor que o CD. Eram sobretudo velhos roqueiros que odiaram as remasterizações dos seus discos preferidos, responsáveis, segundo eles, por erros de gravação e perda da qualidade dos instrumentos. De fato, nesse aspecto particular, o vinil tem uma certa vantagem sobre o CD, pelo menos o remasterizado. Eu, por exemplo, fiquei agradavelmente surpreso em ouvir as linhas de baixo das músicas de London Calling, do The Clash, quando comprei o disco de vinil. Até então, só conhecia o álbum remasterizado, onde se ouve mal a guitarra e o baixo não existe. Notei algo parecido nos discos do Led Zeppelin, do The Who e de outros dinossauros que resgatei nos últimos tempos: os originais em vinil eram sensivelmente melhores do que os CDs. Até para um ouvido pouco treinado como o meu é possível distinguir muito bem os instrumentos no disco de vinil, e nem sempre no CD. Eliot Van Buskirk explica muito bem essas questões técnicas neste artigo que prevê a volta triunfal do vinil para breve.

Seria, porém, uma simplificação achar que o argumento tecnológico é o preponderante para quem compra o velho LP. Como o próprio Van Buskirk salienta, citando uma pessoa ligada ao ramo musical, “o tamanho da obra de arte, a divisão em lados, a qualidade sonora e, sobretudo, todo o envolvimento e trabalho que o ouvinte tem de dispender para escutar o disco, tudo isso faz com que o vinil seja a escolha daqueles que realmente se interessam por música”. Colocar o disco na cápsula, arrumar a agulha, sentar-se para, calmamente, escutar a música enquanto delicia-se com as figuras do encarte são um exercício que o mundo dessacralizado de hoje tornou quase mágico. A apreciação genuína de um momento lenta e cuidadosamente preparado é o que transforma o vinil em algo tão sedutor para os jovens. É fundamentalmente diferente ouvir Beatles no Ipod, enquanto se escova os dentes ou se sobe no ônibus, e tirar o Help do encarte, pousá-lo no aparelho e escolher cuidadosamente a faixa. Lembra o passado,  uma época de proximidade física com as coisas e os homens, mais verdadeira e sincera.

Tudo isso vem junto com o disco que compramos em – é claro! – sebos empoeirados, redutos por excelência do saudosismo, e isso nos coloca uma dúvida: será que o retorno do vinil é mesmo possível? Será que não é melhor para o próprio vinil e seus apreciadores que ele continue como uma alternativa charmosa (e baratíssima) para uma outra tecnologia de som, mais limpa e avançada? É bem possível que, se ele voltar, acabaremos por cansar dessas coisas enormes, que consomem tempo e paciência, que trazem poeira, que ocupam um espaço gigantesco da casa, que quebram e arranham fácil e que,além de tudo isso, fazem aquele ruído insuportável. E descobriremos que o problema não está nos discos de vinil, nos CDs ou nos Ipods, mas sim apenas em nós mesmos.

Discussão

22 comentários sobre “O retorno do vinil

  1. Ótimo texto, LC! E concordo plenamente. Sou uma herdeira legítima da geração disco-de-vinil-vitrola-portátil, e ainda lembro com saudade do tempo em que nos sentávamos no escuro, na sala de casa, para ouvir os velhos bolachões 78RPM (esses nem a geração anos 80 conheceu!)no antigo console Telefunken do meu pai. Empilhava-se vários discos na bobina e eles iam caindo um a um no prato, e o braço da agulha saía e voltava sozinho, como se movido por mão mágica. O Repertório? Zequinha de Abreu, Tchaikovsky, Chopin, e até Hebe Camargo cantando ‘India, teus cabelos nos ombros caídos…’, etc. Memórias de infância, de muito, muito tempo atrás.

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    Publicado por Ana Rocha | 12 de dezembro de 2007, 21:40
  2. Neste ano o “velhinho” LP vai completar 60 anos de existência.
    Os que dizem que o CD é melhor nunca ouviram o “verdadeiro” som do LP

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    Publicado por José Augusto | 12 de fevereiro de 2008, 14:40
  3. Mesmo com xiado e estalinho eu prefiro os lp´s pois o som é bem mais natural que o som limpo porém artificial dos cd´s . Eu comparei as mesmas músicas nos dois aparelhos e vi que realmente os lp´s são melhores e ainda tem a beleza da capa e o charme de se colocar o disco na vitrola ! É claro que os cd´s são mais práticos nas viajens , etc …
    Mais , os lp´s são realmente melhores : palavras de leigos , de músicos , de cientistas , etc ….

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    Publicado por Marcelo Moraes de Albuquerque | 14 de fevereiro de 2008, 02:27
  4. Marcelo, basta um boa e adequada limpeza nos LPs que os chiados e estalos quase desaparecem. Muitos LPs que possuo não apresentam chiado algum, apenas alguns estalos ocasionais. Além disso alguns CDs podem apresentar chiados provenientes da fita master feita em gravadores de rolo profissionais.

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    Publicado por José Augusto | 1 de abril de 2008, 03:01
  5. Eu considero o CD como uma fita K7 ou seja, opção secundária, ter somente na falta do vinil ou para escutar no carro pois, o meu momento musical mais prazeroso é quando estou em minha casa, abro uma gelaaaada, limpo o vinil, leio o encarte e coloco o vinil para tocar.Contudo isto, considero que musica é cultura, se tocada ao vivo ou em vinil, no caso do CD, a musica torna se maqueação.

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    Publicado por Samuel Lopes Ribeiro | 30 de abril de 2008, 19:09
  6. o vinil tem que voltar cd nao vale nada compro cds pra gravar propaganda mais arranha tudo em uma semana. na fita casete eu tenho propaganda grvada a 5 anos na fita e roda do mesmo geito sera que so eu vejo isto, ou e porque estamos na era do digital somos obrigados a emgolir o qui o governo quer ? a tv digital ja nao esta dando serto sera que vao imsitir em coisa errada? mais eu espero que o povo emtre de cabeça nessa gurra queremos vinil , fita casete e video casete. sou tecnico de eletronica a 28 anos e vi o que foi melho e o que foi pior, da tv a valvula para o transistor, da tv preto e branco pra colorida isso deu certo , mais do vinil pro cd eu dise nao da certo e nao deu mesmo.

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    Publicado por valdecir de souza pimto | 19 de maio de 2008, 00:15
  7. Prezado amigo, foi um prazer ler seu artigo, guardo em minha memória quando uma garota de 12 anos esteve em casa e me viu escutando os LPs, e disse: que cedezão, referindo ao tamanho do disco. De fato tenho vinil desde a época dos anos 70 impecáveis, sem arranhões, sujeira e sem capa rasgada, além de um techinics maravilhoso, obs: não empresto pra ninguém. Os meus cds deu pra minha esposa ouvir porque eu não aguento ficar estático ouvindo cd, o vinil vc se movimenta mais e é mais bonito ve-lo rodando no toca disco com as luzes do estroboscópio. Se vc quiser podemos manter contatos.
    Um abraço

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    Publicado por Roberto Barroso da Silva | 11 de junho de 2008, 10:27
  8. VINIL O MELHOR DO SOM DO MUNDO!!!
    Vinil tem o melhr som do mundo,fora isso,só ao vivo.
    Ouvir mp3 ou outro arquivo musical em iPods ou outros aparelhos tudo bem,tubem quando voce está ouvindo na rua,numa viagem no carro,mas quando voce está em casa,sentado no sofá da sala sozinho ou com os amigos,tem que ser vinil.Ouvir música,vinil,um album,é um ritual,tem que ser tratado com o devido respeito.Outro dia eu lendo num blog um cara disse que pagou US$500,00 num fone de ouvido(!!)pra ouvir no seu iPod.Ele falava com orgulho sobre seu fone,que quando alguem fala com ele na rua ele nao precisava tirar o fone,pois o mesmo tinha um microfone externo,ou seja a “tecnologia” digital esta roubando até isso de nos,nossa aproximacao.O cara nem se quer tira o fone de ouvido pra conversar com a pessoa que esta na sua frente.Isso é o que o digital faz em nossas vidas.nos afastam,antes nos admiravamos as capas de viinil,depois foi ficando menor com a capa de cd e hoje a capa sumiu com o mp3,isso eh o reflexo que o digital causa no ser humano.Nao podemos deixar que isso aconteca,vamos fazer com que o vinil volte.Sabe quando isso vai acontecer??Quando o povo comecar a gastar seu dinheiro com vinil,a grande massa…ai as gravadorasvao perceber,se é que ja nao perceberam,a grande cagada que fizeram em lancar o cd e disser que eh o melhor som,pois nao eh,SOM DIGITAL EH PRA ROBO PORRRRAAAAAAAAAAA E NOS NAO SOMOS ROBOSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Todo mundo que ler aqui,peco,juntem uma grana,comprem um bom aparelho de toca-discos,em varios importados feitos hoje em dia,procurem no google,e comecem a comprar so vinil..liguem em varias lojas..insistam que quanto mais fizerem isso eles vao atras,pois eles querem $$$$$…juntem grana e comprem vinis importados,que sao excelentes,prensados magnificamente..eles sao vendidos em varios sites europeus e americanos..procurem no google…e mais..vendam os seus cds,deem de presentem assim como muito de voces fizeram com vinil…Nao tenha mais cds..se querem som digital pra ouvir em seu iPod ou outro aparelho,comprem,mas se for pra curtir seu artista preferido,se for pra ter momentos de prazer com musica,comprem vinil!!!
    Eu to juntando grana,quero comprar um toca disco thorens lindissimo e depois comecar minha colecao de vinil!!!!!!!!!!!Som analogido é para seres huamnos como nós.Som digital é som pra robo.Gostamos das coisas simples como ir comer uma comida caseira em uma barraca qualquer de uma praca qualquer em uma cidade do interior qualquer.
    Abraco

    ps:gravadoras,se alguem de voces lerem isso,sejam inteligentes,invistam no vinil e se possivel na fita cassete de novo.Só assim pra voces voltarem a ganhar como ganhavam antes,a propaganda é a alma do negocio!!!

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    Publicado por Johnny | 15 de setembro de 2008, 18:40
  9. O vinyl não está na moda.não é modinha!simplesmente é uma questão de gosto.eu não compro cd´s.apenas compro lp´s.eu e uma legião de colecionadores,dj´s e tal.não é porque eu e umas pessoas compram lp´s,que de agora em diante,todas as pessoas vão ter que seguir a gente.quem gosta de mp3; sinta-se à vontade pra ter seus mp3,ou cd´s.gostaria de ter o lp de volta em qualquer loja pra comprar,mais opções de musicas,sabe.todos esses formatos podem conviver lado a lado no mercado.não precisa de guerra.todos podem ter seu devido espaço.

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    Publicado por Roni | 11 de outubro de 2008, 21:53
  10. bom como eu estava dizendo no primeiro comntario que infelizmente o digital do pc travou e enviu o meu comentario por menos da metade, mas como o assunto é lp estava dizendo que o me lembro que o vendedor da loja queria por que queria que meu pai comprasse em cd mas o lp era mais barato. essa foi a ultima vez que me lembro de ter long play numa loja de discos mesmo. 9 anos depois houve uma febre oitentista onde as radios de sampa começaram a tocar muitas musicas dos anos 80 e eu gostei do estilo das musicas e comecei frequentar sebos do centro de sao paulo, museu do disco e comecei a comprar em lp. o chiado do disco me fascina o estalido as vezes, o prazer de tirar algumas horas no final de semana espalhar os discos no chao em volta do meu gradiente strike com braço de retorno automatico de 1991 (herança da minha infancia) e ouvir os discos até cansar, porem eu nao canso.
    gostaria muito de ver artistas como Ana Carolina, Zeca Baleiro,Amy Winehouse e etc em lps 2008.
    eu compraria com certeza, se é dinheiro que as gravadoras querem devem lançar em lp pois o cd ja defasou, mas o disco segue vivo.

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    Publicado por Mauricio Rodrigues | 26 de outubro de 2008, 18:21
  11. Nossa, Augusto vc tem toda razão quando fala do Vinil ele é tudo de bom e um pouco mais eu sou apaixonada pelo chiado que ele produz, claro que para o armanezamento torna-se mais complicado, mas na hora de ouvi-lo tudo esse “trabalho” vale muito a pena.

    Celma SP

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    Publicado por Celma | 10 de dezembro de 2008, 10:55
  12. sou o maior suspeito para falar desse assunto: engenheiro de minas, trabalhando com implosão (palace 2, carandiru, predio da Tam, presídio da ilha grande, etc), passei a comprar vinil desde 2001, antes mesmo dessa febre do retorno do vinil. Hoje possuo um acervo com mais de 1 milhao de LP’s, 300 mil compactos, e 20 mil de 10 “. Seremos o maior site de vinil do mundo. Abraços.

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    Publicado por manoel jorge diniz dias | 22 de novembro de 2009, 10:41
    • Joca, como vai vc? Faz tempo que não tenho notícias suas, heim? Fiquei impressionada com a sua declaração sobre a quantidade de discos de vinil que vc já tem na sua coleção. E o site quando é que sai? Mande notícias por e-mail. Aguardo.
      Bj

      Sandra (Salvador/Ba)

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      Publicado por Sandra | 21 de dezembro de 2009, 09:39
  13. 1 milhão de lps? pegou pesado hein!

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    Publicado por Carlos | 5 de dezembro de 2009, 21:42
  14. Eu apostaria alto no vinil: hoje em dia os modismos do passado estão voltando. Aliás, eu concordo que as músicas ouvidas em iPods, MP4, etc são sem graça, por isso eu não tenho nem dez músicas assim no meu computador em nem MP3 eu quiz de aniversário. Concordo também que o vinil está conquistando os jovens: um exemplo sou eu, que só nasci em 1994 mas só não compro “As aventuras da Blitz”, “Rádio Pirata” e “Bad” porque eu não tenho o toca-discos e ele custa caríssimona internet. Mas quem sabe ele se populariza e o preço baixa? Aí eu vou poder ter o prazer de tirar o disco novinho da capa e colocar ele pra girar, prazer que, infelizmente, eu nunca tive.

    Dadinho-Macapá-AP

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    Publicado por Eduardo Camilo | 30 de dezembro de 2009, 15:33
  15. Mal posso esperar…tomara que realmente voltem,tomara poder ouvir os graves intensos que só mesmo um bom e velho vinil possa nos oferecer,ainda tenho a minha td ga 312 da philips linda e conservada(vulgarmente chamada de géleia pelos dj´s)mas é fato,peço à Deus poder novamente compra um bolachão desses nos dias de hoje chega de cd´s quero mais é ouvir musica de verdade com tooodos os intrumentos audivéis,naquela época ninguem havia dizer em vinil piratas…era só ORIGINAL ahhhhhhhhh bons tempos…

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    Publicado por Flávio | 5 de janeiro de 2010, 03:52
  16. É realmente fantástica esta reportagem.
    Na década de 60 até 80, fui produtor artístico e tive uma equipe de som.
    Tenho em meu poder algumas centenas de vinil e constantemente ouço a nova geração, inclusive minha esposa, fazer críticas a respeito do meu pequeno acervo, com comentários de que eu tenho a mania de guardar algo já ultrapassado. Porém, nunca tive a coragem (felizmente) de me desfazer da minha coleção.
    Primeiro, por ver em cada bolacha que possuo, um pouco da minha história:
    Segundo, porque sem duvida alguma, nunca achei que os cds pudessem superar a qualidade sonora dos vinis.
    Um forte abraço ao autor desta matéria.
    Ivan de Abreu Vargas

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    Publicado por Ivan Vargas | 4 de março de 2010, 02:05
  17. o vinil,ou melhor o som analogico e melhor porque o mundo e analogico,as ondas sonoras sao.e o digital tem que converter,no toca discos o que sai da capsula ja e musica, e quanto melhor o sistema e a acustica da sala, melhor a reproduçao.ja escutei cds player de 30 mil dolares audiofilos que realmente sao um espanto,mas basta colocar a mesma musica para comparar(logicamente em sistemas do mesmo nivel),que o vinil da um banho.a prensagem de vinil e fabricaçao de tdiscos estao cada vez melhores,a evoluçao nao para.pena que uma boa parte dos brasileiros nao tem personalidade, sao as marias vao com as outras.que inveja da europa e eua,onde a vinil novo em folha e ultima geraçao de tdiscos.o europeu e americano tem opiniao muito forte a respeito de qualquer assunto,e isso eu sinto falta aqui.se fosse ao contrario, o cd nunca triunfaria,pois e uma enganaçao.vida eterna ao vinil.

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    Publicado por bruno | 20 de setembro de 2010, 17:33
  18. Tenho varios lps importado para vende alguns produzidos na Inglaterra.Pixies: Trompe le monde. produzido em Inglaterra: valor 25,00
    ACDC Live (album duplo) 1992: valor: 10.00 €
    The Rolling Stones. The Rolling Stones. Decca. 1979 made in Germany. valor: 20.00 €
    The Rolling Stones. Rolled gold. the very best. (album duplo) decca. valor: 20.00 €
    The Rolling stones. sucking in the seventies. 1971. Valentim de Carvalho:valor: 6.00 €
    Rolling stones. heart of stone. records6 co. valor: 15.00 €
    Guns n Roses- use your illusion I (album duplo) valor 6.00 €
    Guns n Roses- use your illusion II (album duplo)valor 6.00€
    The Doors. Live at the hollywood bowl valor 25,00 €
    Rolling Stones. Flashpoint valor 20,00€

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    Publicado por fabianne | 23 de setembro de 2010, 12:15
  19. Colocar o disco na cápsula, arrumar a agulha, sentar-se para, calmamente, escutar a música enquanto delicia-se com as figuras do encarte são um exercício que o mundo dessacralizado de hoje tornou quase mágico. A apreciação genuína de um momento lenta e cuidadosamente preparado é o que transforma o vinil em algo tão sedutor para os jovens. É fundamentalmente diferente ouvir Beatles no Ipod, enquanto se escova os dentes ou se sobe no ônibus, e tirar o Help do encarte, pousá-lo no aparelho e escolher cuidadosamente a faixa. Lembra o passado, uma época de proximidade física com as coisas e os homens, mais verdadeira e sincera.

    Esta parte do texto diz tudo sobre o que sentem os apreciadores do vinil caras como eu 55 anos de idade que começou a ouvir rock nos idos de 1970 o prazer de ir até uma loja de discos e comprar por exemplo um DARK SIDE OF DE MOON DO PINK FLOYD retirar o vinil do plastico e posiciona-lo num toca discos e deixar rodar enquanto vc ouve a musica vc delicia-se como os encartes tudo isso é muito prazeiroso coisa que nos cds e principalmente na internet vc não sente.

    Mas enfim estamos na era digital então é melhor que o vinil fique somente com os apreciadores.

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    Publicado por Robson Trevelin | 1 de junho de 2014, 15:12

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