Política

Ah, uhu, o Chávez é nosso!

Trecho da entrevista com Guillermo Zuloaga:

Como o senhor vê a posição brasileira em relação a Chávez?

Ao Brasil convém muito apoiar nosso presidente. Como a nossa capacidade produtiva foi minada pelas políticas socialistas, toda a população se tornou cliente dos amigos de Chávez, incluindo aí muitos empresários brasileiros. Em dez anos de chavismo, o número de indústrias venezuelanas caiu 40%, enquanto a importação de produtos brasileiros foi multiplicada por dez. Como o volume das nossas exportações não foi alterado, nossa balança comercial com o Brasil hoje é extremamente desfavorável para nós. No ano passado, compramos 5 bilhões de dólares e vendemos pouco mais de 500 milhões de dólares. É uma diferença muito grande. Lula apoia isso porque sabe que essa relação é benéfica aos seus empresários. Para os homens de negócios venezuelanos, é um tormento.

Como se vê, o Brasil finalmente assumiu a posição de megapotência: está apoiando governos totalitários para garantir a sua supremacia econômica na região.

Pena é que, ao contrário de outras megapotências, o faça também por razões extra-econômicas.


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