Esportes

Indefinições na Arena do Grêmio

Hoje foi noticiado que a Arena do Grêmio fechou com déficit de 40 milhões de reais no ano de 2014. Não sei se o número é real. O fato é que o estádio foi construído para ser utilizado como um novo modelo de negócios, e não apenas um local mais confortável para que o clube fizesse as mesmas coisas que fazia no velho Olímpico – e nem isso faz.

A Arena foi criada pensando no superávit, com mais de 30 mil metros quadrados de lojas a serem exploradas em sua esplanada: para efeito de comparação, é algo como metade do Barra Shopping Sul, o maior shopping de Porto Alegre.  Em dois anos e quatro meses de existência do estádio, apenas uma nem um pouco diferenciada Grêmio Mania foi inaugurada, e isso há poucos meses. As ambições do estádio de se equiparar aos melhores equipamentos europeus não se confirmam. Sonhos durante o período de construção como uma loja conceitual do clube aos moldes dos grandes estádios europeus, restaurantes, museu e lanchonetes não chegaram nem perto de se tornar realidade.

Cartazes emblemáticos como esse evidenciam a falta de união: Grêmio e Arena são tratados como entes distintos e dissociados.

Cartazes emblemáticos evidenciam a falta de união: Grêmio e Arena são entes distintos e dissociados.

A verdade é que depois de 2013 nunca foi objetivo do Grêmio que as coisas acontecessem na Arena. O clube adotou a lógica de encampar um duelo contra a OAS para justificar todos seus próprios problemas e forçar alguma espécie de alteração contratual. Nem sequer há coerência: por um lado existe 100% de “transparência” no que diz respeito a verbalizar e tornar público todos os supostos problemas da parceria; por outro, uma gigantesca incógnita sobre a realidade do fluxo de caixa das bilheterias dos jogos do Grêmio.

Não há e nunca haverá empresa que queira vincular seu nome a um empreendimento rodeado de problemas, brigas e ranços pessoais. O estádio que deveria ser sinônimo de orgulho para o torcedor tem servido apenas como salvo-conduto para que os problemas estruturais e administrativos do Grêmio sejam direcionados à realização de sua construção. Enquanto situações como essas persistirem, não será vista a concretização de um estádio vivo e com alma como sonharam os torcedores.

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  1. Pingback: Arena do Grêmio tem contagem regressiva sem prazo inicial | PERSPECTIVA ONLINE - 20 de outubro de 2015

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