Ciências Humanas, Literatura, Livros, Política

Cristóvão Tezza, a Galiza e o idioma galego

“O que é especialmente interessante é a atração galega pela cultura e pela língua brasileiras, com as quais a Galiza parece se identificar mais profundamente do que com a própria Espanha, de que é parte política. As razões deste deslocamento deliberado da consciência galega estão além dos limites da crônica; fico na questão linguística, que é fascinante. Afinal, o nosso português veio de lá, bem antes que o Condado Portu­­calense se estabelecesse no século 11. O berço de nossas palavras é o noroeste da Península Ibérica, em que falava-se o que hoje se classifica como “galego-português”, uma língua de sonoridades vocálicas muito mais próximas do que viria a ser a língua brasileira do que o próprio idioma consonantal em que se transformou o clássico português lusitano. Um brasileiro passeando na Galiza ouvirá uma linguagem mais familiar aos ouvidos, com surpreendentes achados “caipiras” (“bassoura”, por exemplo), do que aquele estranho dialeto que se conversa em Lisboa e que custamos a compreender quando lá estamos.”

Cristóvão Tezza, em artigo sobre a ligação que temos – e devemos fomentar – com a Galiza.

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