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O desafio da Microsoft e 343i com Halo 5: Guardians

Jogo Halo há mais de 10 anos. Sou um enorme fã da série. Em Halo CE, Halo 2, Halo 3, Halo ODST e, especialmente, Halo Reach, desfrutei de horas e horas sem enjoar, valorizando cada momento. Jogos que ficaram marcantes, que tiveram cada um à sua maneira evoluções para gameplay que foram aprimorando a série. Este é um texto de gamer para gamers.

Na última semana, às vésperas da E3 ( Electronic Entertainment Expo, conferência anual de videogames realizada em Los Angeles), começaram a sair imagens de Halo 5: Guardians, o novo jogo de uma das maiores franquias da atualidade. Halo é sinônimo de Xbox e é a maior força da Microsoft na indústria de videogames. Mas os eventos recentes reduziram o poder da série.

SPARTANS

Imagem de Halo 5: Guardians, novo jogo da série

A série Halo foi lançada em 2001 pela Bungie, produtora de jogos, licenciada pela Microsoft Studios. O início foi arrebatador e permitiu à Microsoft inserir-se definitivamente no mercado de videogames, dominado por Nintendo, Sony e pouco tempo antes, pela SEGA.  A saga produziu uma histórica trilogia que quebrou recordes e mais dois jogos considerados Spin-Off (seqüência paralela). Tradicionalmente, a Bungie levava 3 anos para fazer um novo jogo da franquia, período que permitia a maturação do jogo anterior, e a preparação razoável para o lançamento de um novo. Em 2010 a empresa lançou Halo: Reach, o jogo que conta as origens da história e ponto mais alto da série. Foi o último game Halo produzido pela Bungie, que entrou em desentendimento com a Microsoft. A franquia passou a ser comandada pela 343 industries, criada para dedicar-se exclusivamente à série.

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Halo: Reach, o último jogo da série Halo produzido pela Bungie

No primeiro jogo lançado pela nova empresa, em 2011, o primeiro choque: uma remasterização tenebrosa do primeiro Halo, em versão de aniversário por 10 anos da série. Velocidade do jogo alterada, queda de desempenho gráfico e pontos de salvamento absolutamente mal feitos.

Em 2012, mais um jogo. Sempre fui contra o lançamento de Halo 4 para o Xbox 360. Absolutamente desnecessário que uma série com a credibilidade de Halo tenha, em uma só geração, a quantidade de jogos que teve. Halo: Reach deveria ter sido o último da geração e seria com grande glória: um jogo espetacular, o melhor FPS (First Person Shooter) da geração. Estava absolutamente vivo até o lançamento de Halo 4, com picos de 120 mil pessoas jogando online aos finais de semana e nunca abaixo de 30 mil em dias ruins.

Quando do lançamento de Halo 4, o que se viu foi uma campanha curta, repetitiva, enjoativa e nada, nada empolgante. Gráficos melhores que Reach por mera obrigação (a natural evolução de um jogo mais novo) e cortando milhares de fatores que sempre fizeram as características da série – como exemplo, a cada 100 metros (estimativa…) tem uma porta no jogo que fecha e te impede de voltar para o cenário anterior. Em Reach, quase sempre é possível voltar um grande trajeto – e os gráficos são quase tão belos quanto, perdendo de verdade apenas em iluminação.

Os gráficos, tão elogiados, são cheios de defeitos. As plataformas Covenant de onde os Jackals miram de Sniper têm texturas de baixíssimo nível. Os cenários vastos acabaram, dando lugar a locais mais fechados ou com limitações geradas pelas portas citadas anteriormente que reduzem a amplitude territorial a ser explorada livremente. Em Reach, o jogo nunca ficava repetitivo. Uma seleção de fases caprichadas, cenários diferentes e vários inimigos. Em Halo 4 o jogo passa enorme parte do tempo dentro de instalações Forerunners com lâmpadas brancas, e aqueles 2 inimigos Prometheans, o grande que se tele-transporta (Promethean Knight) e o que parece um cachorro (Crawler). Repetitivo demais, enfadonho.

A variedade nada variada de inimigos em Halo 4

A variedade nada variada de inimigos em Halo 4

O modo multiplayer de Halo 4 veio com uma quantidade risível de mapas. No Team Slayer (4 x 4, Infinity Slayer) são menos de 10 mapas, traçando um claro objetivo: lançar um jogo já com previsão de arrecadação com downloads de pacotes de conteúdos futuros. Halo: Reach tinha pelo menos 10, 15 mapas pra esse modo de jogo. Questiono também a mecânica da jogabilidade, não dá a mesma sensação de combate de Halo Reach. De pontos positivos, vieram Capture the Flag, Big Team, Bola Maluca e Domínio como bons modos de jogo, mas também com as ressalvas da minúscula variedade de mapas. A série Halo sempre primou pelo combate envolvente, com habilidades técnicas do jogador sendo consideradas. Em Halo 4, a sensação foi de um jogo mais “standartizado”, que tentou ser mais parecido com Call of Duty e Battlefield.

O sistema de patentes tão bem-feito de Reach perdeu a graça. Ao passo que Reach objetivava a “Luta para se tornar Herdeiro”, Halo 4 nos “brindou” com uma progressão numérica sem emoção alguma. Ainda: a 343i não permitiu o sistema comparativo de comendas de amigos e históricos estatísticos como Reach fazia.

No Xbox One a 343i preparou o lançamento em 2014 de um produto para presentear os jogadores: Halo: The Master Chief Collection, uma coletânea de todos os jogos com o protagonista principal da série (Master Chief) melhorados e reproduzidos em alta definição no novo console da Microsoft. Na prática, o presente não foi dos melhores. O jogo desde o lançamento apresentou defeitos de servidores que impediam localizar jogadores para organizar partidas online.

Halo: The Master Chief Collection - alta qualidade nos jogos, terrível condição dos servidores online

Halo: The Master Chief Collection – alta qualidade nos jogos, terrível condição dos servidores online

Com Halo 5: Guardians a 343i tem a missão dificílima de recuperar a credibilidade da série, abalada pelos três jogos posteriores a Halo: Reach. O jogo promete inovações e uma nova história, mais interessante que a de Halo 4. Para o sistema multiplayer, grande quantidade de mapas e pacotes de conteúdo gratuitos para o futuro. O modo beta, preparatório para o modo multijogador, foi lançado, testado e avaliado. Na cooperação em campanha, no modo história, graduação de dificuldades que se moldem ao número de jogadores. As notícias parecem promissoras, mas será que consegue resgatar o prestígio de três fracassos de crítica seguidos? 14 anos depois de criada e com mais de 60 milhões de jogos vendidos, teremos no dia 27 de outubro de 2015, data de lançamento do novo jogo, a resposta para esta indagação.

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Imagem do novo Halo 5: Guardians

343i está na mira dos jogadores

343i está na mira dos jogadores

Confira um vídeo de Halo 5 abaixo:

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Discussão

2 comentários sobre “O desafio da Microsoft e 343i com Halo 5: Guardians

  1. Sou fã de Halo, especialmente Reach. Seu post é simplesmente perfeito e traduz exatamente o reflexo do trabalho gerenciado pela Microsoft. Tu colocaste de maneira simples e objetiva o que realmente esta acontecendo com a série. Parabéns!

    Curtir

    Publicado por Thiago di Paula Dias | 12 de junho de 2015, 11:44

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  1. Pingback: Análise: “Halo 5: Guardians”,, para Xbox One | PERSPECTIVA ONLINE - 9 de novembro de 2015

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