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Análise: a beta de Gears of War: Ultimate Edition, para Xbox One

Análise da beta de Gears of War: Ultimate Edition / Resenha da beta de Gears of War: Ultimate Edition / Crítica da beta de Gears of War: Ultimate Edition / Review da beta de Gears of War: Ultimate Edition

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Tão logo foi anunciado o lançamento do beta (a versão prévia do jogo, destinada a apreciação e testes) de Gears of War: Ultimate Edition, o remake para Xbox One do primeiro Gears of War, lançado quase dez anos atrás, me apressei para conseguir o download do produto. A série Gears of War foi para muitos – eu, inclusive – a principal e melhor novidade da última geração de videogames, colocando no circuito, com maestria, a mecânica de tiro em terceira pessoa com sistema de cover (proteção do personagem junto a obstáculos), aliado a gráficos impressionantes.  O sucesso foi estrondoso, e o jogo recebeu duas seqüências diretas em uma trilogia (Gears of War 2 e Gears of War 3) e uma outra história paralela e prévia, em Gears of War: Judgment.

Para conseguir o download desta versão beta não foi tão simples assim. A Coalition, empresa que tomou o lugar da Epic na produção do jogo, decidiu que apenas os jogadores que assinam o serviço Xbox Live Gold e que se cadastrem junto ao site da empresa recebam códigos que autorizam baixar o jogo no Xbox One. A tarefa não é das mais simples e pode causar dores de cabeça a jogadores menos acostumados a lidar com a interatividade cada vez maior entre serviços online e videogames nos dias de hoje.

O jogador recebe dois códigos: um, para baixar o serviço de Passe Online, que garante ao perfil do usuário no serviço Xbox Live acesso às partidas. Outro, para baixar o jogo, a beta em si. É importante ressaltar que não é possível jogar sem ativar os dois códigos – caso o Passe Online não seja ativado, o jogo impedirá a participação com a mensagem “Not authorized to play Beta” (Não autorizado a jogar a Beta).  O download  é demorado, ainda que em boas conexões de banda larga.

Findo o procedimento básico de baixar o jogo e o passe online, vamos ao jogo. O banner inicial clássico de Gears of War junto à trilha sonora densa e misteriosa cativam o jogador. Alguns (que foi o meu caso) podem experimentar problemas para conectar-se ao servidor do jogo. Fiquei 20 minutos aguardando a conexão aos servidores com a mensagem “Contacting Gears of War services” (contatando os serviços de Gears of War) na tela. Mais uma vez, o jogo e a geração atual de videogames me exigiram conhecimento maior do que o simples “Ligar e jogar” esperado: resetei o console e as conexões online do meu acesso à internet. Depois de nova tentativa de alguns minutos aguardando, o jogo garantiu meu acesso ao menu principal.

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A beta veio com dois mapas para testes nos primeiros dias: Gridlock e Canals, ambos muitos jogados no Gears of War original – Gridlock também recebeu versões para Gears 2 e 3. São também dois modos de jogo: King of the Hill (também chamado de Rei do Morro), que consiste em dominar determinados setores da fase e Deathmatch, a boa e velha partida em equipe de quem mata mais, vence. Nos próximos dias será disponibilizado um número maior de mapas e modos de jogo. A primeira fase que joguei foi Canals, em Deathmatch.

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Logo de cara se percebe que a remasterização foi muito competente no aspecto visual. Em que pese não ser um jogo novo, feito do zero, o trabalho da Coalition com a Microsoft Games Studios é digno de elogios. Um visual realmente muito bem feito, com gráficos de qualidade.

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As mecânicas de mira e movimentação do jogador estão muito lentas. Lembram, de fato, o multiplayer do primeiro Gears of War, alvo da remasterização. Mas como os jogadores da série, em geral, acostumaram-se à matança frenética de Gears of War 3, esta versão recauchutada do primeiro jogo parece devagar demais. Os mesmos bugs de jogabilidade persistem, talvez por erros da beta, talvez pela jogabilidade ser de fato assim. O ato de plantar granadas em pontos estratégicos  foi excluído do multiplayer, assim como era no primeiro Gears. Mas o que mais chamou atenção foi a velocidade baixa dos jogadores, tanto para se movimentar, quanto para correr. O jogo perdeu intensidade.

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A movimentação devagar também reflete no aproveitamento das armas do jogo. A conhecida escopeta Gnasher perdeu um pouco de seu poder de fogo justamente pela lerdeza dos movimentos. Também se torna muito difícil combater um adversário que ataca pelas costas, pelo fato do tempo de reação se tornar escasso com a jogabilidade.

Outro ponto negativo a ser corrigido diz respeito ao sistema de organizar partidas, o matchmaking. Apesar da longa experiência da série, continua ineficiente. O servidor do jogo basicamente coloca o jogador em uma sala de espera na esperança de que outros jogadores se juntem e formem equipes completas para começar a partida, podendo isso acontecer, ou não. Fica a sugestão do sistema adotado em Halo: Reach para os produtores do jogo.

Nos aspectos estatísticos das partidas e dos jogadores o jogo recebeu aprimoramentos em relação aos anteriores. Com facilidade é possível conferir o status do próprio jogador e dos seus adversários, seja durante a partida, seja por consulta do histórico de registro no menu.

Outro aspecto interessante foi a inserção de um menu de verificação de “ping”, a latência do jogo, que tanto atrapalha em alguns jogos: quanto mais alto o ping de um jogo, pior para jogar, eis que os movimentos demoram a terem resposta. Agora será possível verificar com que região a conexão do jogador é melhor compatível.

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Em uma análise final, pode-se dizer que o jogo precisa corrigir muito do que apresentou na beta para se tornar atrativo aos jogadores do sistema online em competição entre si. Ressalte-se que este é um problema clássico da série Gears of War. Os produtores visivelmente têm dificuldades de conciliar intensidade de jogo, jogabilidade fluida e equilíbrio na partida, com paridade de armas a todos. Graficamente o trabalho foi bem feito e merece elogios, mas de nada adiantará se não corrigir os problemas que Gears sempre apresentou. Que a beta permita que a Coalition e a Microsoft tenha os aprendizados necessários para corrigir a versão final.

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Discussão

2 comentários sobre “Análise: a beta de Gears of War: Ultimate Edition, para Xbox One

  1. Sou fã da série. Este artigo juntamente com a espera do lançamento do jogo será decisivo para a compra do meu Xbox One. Gostei da post! Valeu!

    Curtir

    Publicado por Marcus Eduardo | 16 de junho de 2015, 22:44
  2. Há muito a melhorar, o game deve vir estilo gears 3 na jogabilidade, senão acontecer isso não Será Bem aceita pela comunidade.

    Curtir

    Publicado por rodprado | 22 de junho de 2015, 08:47

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