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Ciências Humanas, Literatura

“Breviário da Decomposição”, de Émile Cioran

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 “Só tem essas convicções aquele que não aprofundou nada”. Essa frase de Emil Cioran praticamente resume o seu pensamento Pertencente à grande tradição de despertadores de espíritos, da qual fazem parte Nietzsche, Pascal ,Kierkegaard e Unamuno, o filósofo romeno foi, durante todo o século XX, uma espécie de posto avançado da oposição ao predomínio da técnica e da razão na sociedade moderna. Ferozmente independente, ele não admitiu mestres e, apesar de místico, nunca recorreu aos mestres da teologia para insurgir-se contra a progressiva coisificação do homem: “Um balbucio de Santa Teresa nos dá mais idéia de Deus do que toda a teologia de Santo Tomás de Aquino”.

Além de tudo, foi um dos maiores prosadores em língua francesa do século passado, apesar de ter adotado tardiamente o idioma. Em 1949 escreveu seu primeiro livro em francês: Breviário da Decomposição (Editora Rocco).

A crítica francesa da época se espantou. Afinal, quem era aquele jovem escritor, vindo de uma cultura periférica que arrogantemente atacava toda a filosofia contemporânea e, por tabela, toda a civilização ocidental? Pois é justamente isso o que Cioran faz nesse Breviário. As mitologias, as doutrinas, as linhas de pensamento, enfim, todas as certezas pedantes são submetidas à prova do fogo cioraniano, atiçado pela ironia e pelo sarcasmo amargo. Fazer com que seus leitores vivessem na dúvida e no assombro de encarar as falácias de quem quer tudo explicar pela razão: eis, em poucas palavras, a sofrida missão de Cioran.

Onde encontrar:

www.rocco.com.br
(21) 2507 2000

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Discussão

2 comentários sobre ““Breviário da Decomposição”, de Émile Cioran

  1. “Não há razão para não ser triste”
    Emil Michel Cioran (1911-1995)

    Curtir

    Publicado por Hannah Darc | 24 de dezembro de 2007, 01:36
  2. O interesante e que os filosofos materialistas sao os que mais fornecem certezas de um mundo metafisico, paroxalmente ao combater com tanta lucidez um inimigo inexistente. Temos como ex. Nietzche em : Assim Falava Zaratrusta ao destilar um odio mortal contra o Cristiamismo, verbalizava de modo a estar combatendo nao contra ideias, porem contra algo poderosamente grandioso e material que incomodava seu amago mais profundo.

    Curtir

    Publicado por Sidney martucci | 24 de dezembro de 2012, 20:27

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