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Esportes

A Copa América de Alfredo Di Stéfano

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Seleção Argentina tricampeã da América em 1947. Di Stéfano, artilheiro da equipe naquele certame, é o oitavo da esquerda para a direita na primeira fila. 

A data de hoje – 4 de julho de 2015 – é importante para o futebol mundial por dois motivos. O primeiro todo fã do esporte sabe: hoje, às 17 horas, decide-se o título da Copa América no Chile. Já o segundo não é tão conhecido: há exatos oitenta e nove anos, nascia Alfredo Di Stéfano.

Falemos, inicialmente, da Copa América, torneio que nós, do Perspectiva,  vivemos intensamente. Assistimos à grande maioria das partidas, como os nossos seguidores no twitter podem confirmar; vibramos com os jogos classificatórios duramente disputados; vimos as surpresas da Venezuela, a qualidade técnica da Colômbia, a perigosíssima dupla de ataque peruana, a dedicação de sempre dos uruguaios, a dedicação ainda maior dos paraguaios e a imposição do Chile como principal força do torneio. Vimos, também, o fracasso do Brasil, que passou pela copa, saiu dela e quase ninguém percebeu. E vimos a Argentina, decidida, forte, com os olhos fixados no trabalho e na busca por um título após mais de vinte anos na fila.

Foi a primeira vez que fizemos isso. Nunca uma Copa América nos havia chamado tanto a atenção. Nascidos nos anos 80, fomos acostumados a enxergar o nosso torneio continental como algo menor, mal organizado, disputado sem ordem fixa no calendário e sem os principais jogadores das principais seleções. Uma versão da Copa Mercosul para seleções nacionais.

Tudo foi diferente desta Copa América de agora, magnificamente organizada pelos chilenos e prestigiada pela presença qualificada e interessada de Edinson Cavani, James Rodriguez, Falcão Garcia, Paolo Guerrero, Alexis Sanchez, Arturo Vidal, Neymar, Javier Mascherano, Kun Aguero e Lionel Messi – e poderia ter sido ainda melhor, caso a excelente Costa Rica e o crescente EUA tivessem sido convidados. Tudo indica que esta Copa América do Chile marcará o retorno do prestígio ao nosso torneio continental, respeitadíssimo até os anos 50 e degradado por más edições nos anos posteriores.

E a Copa América merece esse prestígio. É, afinal de contas, o torneio de seleções mais antigo do mundo, disputado desde 1916 – cinco décadas antes de os europeus criarem o seu – e teve edições memoráveis, com jogos memoráveis e seleções memoráveis. E hoje, neste 4 de julho, queremos lembrar da edição de 1947, disputada no Equador e vencida pela Argentina.

Foi o ano do tricampeonato dos argentinos, feito que até hoje ninguém conseguiu igualar. A Argentina massacrou todos os adversários, disputando sete jogos e obtendo seis vitórias, um empate, 28 gols a favor e apenas quatro contra. O título coroou uma geração de ouro, a primeira das muitas que a Argentina teria, composta por craques como José Manuel Moreno, Felix Lostau, Norberto Méndez, Mario Boyé e, principalmente, Alfredo Di Stéfano, então no River Plate. A Copa América de 1947 seria a dele. Foi o melhor jogador do torneio, o artilheiro de sua seleção (e vice-artilheiro do torneio), anotando seis gols em seis jogos que disputou. Um feito impressionante para um jogador de meio-campo.

Hoje, a Argentina, do aniversariante Di Stéfano, está na final do único torneio de Seleções que ele conquistou como jogador. Uma honra que só a Copa América pôde ter. Será tudo isto indicativo de que a Copa, que ensaia um retorno aos seus grandes tempos, será entregue para outro gênio ainda não agraciado com título importante?

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