Está no “The Times”: pesquisas indicam que Jeremy Corbyn será eleito presidente do Partido Trabalhista britânico no primeiro turno.
Segundo o instituto YouGov, o parlamentar e líder esquerdista tem agora 53% das preferências dos filiados trabalhistas aptos a votar – nada menos do que 32 pontos à frente do segundo colocado e 17 a mais do que na última pesquisa realizada.
Ter um radical na liderança não estava nos planos dos trabalhistas mais moderados, em especial aqueles ligados ao governo de Tony Blair e ao conceito de “New Labour” ou de “Terceira Via”, predominante no partido desde os anos 90.
Na pesquisa anterior, que indicava ligeira vantagem de Corbyn, eles estavam, para dizer o mínimo, preocupados com a sua ascensão. O que era preocupação transformou-se em terror: Alastair Campbell, ex-diretor de Comunicação e Estratégia do governo Tony Blair, lançou a campanha ABC – Anyone But Corbyn (“Qualquer um, exceto Corbyn”). E o próprio Blair entrou em campo: sugeriu aos que têm Corbyn no coração “que façam um transplante”.
É uma situação impressionante: um candidato à presidência de um partido que tem a feroz oposição de todas as principais lideranças e que, mesmo assim, torna-se mais forte a cada dia.
Ou talvez por isso mesmo.