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Sobre a estratégia de Donald Trump

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O pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, tem chamado a atenção menos por suas propostas de campanha do que pelas frases, para dizer o mínimo, polêmicas. Já investiu pesado contra os imigrantes mexicanos, contra o controle de armas, contra as feministas e até contra a modelo alemã Heidi Klum, que, segundo ele, já não mereceria um “10” em um concurso de beleza.

A resposta da modelo veio logo. E a das pesquisas de opinião também: surpreeendendo a muitos, Trump lidera as enquetes para intenção de voto nas prévias dos republicanos. Numa primeira mirada, o festival de frases de Trump está sendo bastante positivo para suas pretensões.

Por quê Trump faz isso? A pergunta traz em seu bojo a suposição de que se trata de uma estratégia, e não produto de um descontrole verbal que passa por “sinceridade”. Sendo este o caso, é uma estratégia arriscada: atacar tudo o que o “politicamente correto” (para usar a expressão da moda) defende pode render simpatias imediatas na faixa do eleitorado que está cansada da hipersensibilidade de certos grupos e dos excessos daí decorrentes; daí a crer que isto efetivamente trará votos a Trump quando a irritação passar é um salto bastante largo. Ele é muito bom em posar de “politicamente incorreto”, mas não tão bom em todo o resto – e é este “todo o resto” que decide uma eleição. Seu discurso é simples, cheio de lacunas e pouco propositivo. Além disso, Trump tem o mau hábito de atacar os próprios companheiros de partido, como John McCain, nos mesmos termos que usa para se referir a mexicanos e mulheres – que, é bom lembrar, também têm direito a voto.

Numa eleição em que os democratas vêm com candidatos fortíssimos, há boas razões para crer que, no futuro, lembraremos mais do Trump frasista do que do Trump político. A maioria dos eleitores republicanos dificilmente correrá o risco de aceitá-lo como candidato.

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Discussão

Um comentário sobre “Sobre a estratégia de Donald Trump

  1. É certo que o GOP anda apavorado com esse auê todo em torno do Donald “go get’em” Trump – mas por outros motivos: se concorrer como independente, naquela fórmula bilionário-excêntrico-desbocado-contra-tudo-o-que-está-aí (lembra do Ross Perot na campanha do Clinton?), ele vai tirar votos dos republicanos nas suas bases mais fiéis: sulistas, rednecks, crentes e KKK. Vão ter que encomendar umas loiras platinadas e peitudas pra cortar os naipes da campanha dele…

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    Publicado por Diogo Terra | 27 de agosto de 2015, 13:55

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