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Esportes

Transmissões não valorizam o futebol brasileiro

Audiência-do-Futebol
Fonte da imagem: http://coisasdejornalista.com.br/

Quem acompanhou a partida entre Corinthians vs Grêmio na última quarta-feira teve um belíssimo exemplo de como não valorizar o maior produto de exportação do futebol brasileiro. A Série A do Campeonato Brasileiro tinha naquela partida sua maior atração da rodada, com a disputa entre o líder e o terceiro colocado em um estádio cheio, duas equipes bem treinadas, estádio com grande público e um dos maiores clássicos nacionais sendo exibidos. O jogo começava às 22h. A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, em exibição na TV aberta abriu sua exibição às 21h59, passou as escalações em altíssima velocidade e posicionou a câmera para começar a transmitir a partida já com a bola rolando e sem os ajustes de imagem. Ou seja: com a partida em andamento, o tele-espectador precisou perder os primeiros segundos de partida porque a câmera da emissora não estava posicionado e ajustada para a transmissão.

Preocupa porque não se trata de caso isolado. A exibição de um pré-jogo competente, com imersão em tudo que envolve uma partida de futebol e a atmosfera do dia de jogo não existe no Campeonato Brasileiro. Tanto nas exibições de TV aberta, quanto nos pacotes de pay-per-view, a experiência do chamado “Match Day” (dia de jogo) não são passadas aos espectadores. Enquanto canais como ESPN e Fox levam repórteres para as ruas dos estádios nos campeonatos europeus e sul-americanos para fazer a preparação para as partidas horas antes delas começarem, a Rede Globo trata o Campeonato Brasileiro como apenas um item de sua grade de programação.

As justificativas para a TV aberta não fazer melhor cobertura dizem respeito ao tempo de programção que precisa ser encaixada para melhor contemplar os anunciantes e demais programas da emissora. No entanto, sequer no Premiere Futebol Clube (PFC), o serviço  pay-per-view contratado opcionalmente pelo assinante de TV paga para assistir aos jogos, as transmissões fazem jus ao que as outras emissoras esportivas de TV paga fazem naturalmente. O PFC abre as coberturas pouco antes do começo das partidas e segue um padrão nefasto de transmissões: o tele-espectador se vê obrigado a assistir 15 minutos de imagens de comentaristas, câmera dentro do gol mostrando as escalações e eventuais zooms em torcedores aleatórios no estádio. O clima fora do estádio é ignorado, imagens aéreas não são disponibilizadas, retrospectivas dos times até o confronto exibido não são lembradas – a atmosfera de uma partida de futebol não é passada a quem está do outro lado da telinha.

Faz parte do recorrente assunto de repensar o futebol brasileiro para valorizá-lo promover transmissões de melhor qualidade das partidas do campeonato. Falta de know-how para exibição não pode ser alegada. A Rede Globo detém os direitos de transmissão desde sempre e suas afiliadas de TVs por assinatura possuem exclusividade para exibir via pay-per-view há muitos anos. Já em 2008 criticamos a má qualidade das transmissões e os problemas continuam. É obrigação de clubes exigirem melhores transmissões em defesa de seus interesses próprios, para promoção da marca, e de seus torcedores.

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