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Games, Videogames

Mercado de videogames dá sinais de que retrocederá no Brasil

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Com os rumos assustadores da economia brasileira, o mercado de videogames no país dá sinais de que irá retroceder ao período entre 1998 – 2005, quando o Brasil ficou distante das maiores indústrias de videogames mundiais. Na última semana a Microsoft Brasil anunciou que precisará reajustar o preço de seu Xbox One no dia 1º de novembro de 2015 em seu modelo básico para R$ 2.500. O Xbox 360, que está completando 10 anos, terá seu preço aumentado para R$ 1.100,00. A justificativa é a flutuação cambial da moeda brasileira ante o dólar nos últimos meses, alegando que o custo de produção do console ficou muito mais elevado com as cotação do dólar próximo de 4 reais. O Xbox One e o Xbox 360 são fabricados no Brasil.

A indústria de videogames foi uma das que mais cresceu na última década em todo o mundo. Sinônimo de lazer infantil nos anos 80 e 90, o videogame já é encarado com seriedade por público de todas as idades que buscam uma opção de entretenimento. Desde 2007 o mercado de videogames movimenta mais dinheiro do que a indústria cinematográfica de Hollywood. Os videogames também se adaptaram: deixaram de ser apenas aparelhos reprodutores de jogos e se transformaram em centrais multimídia. Já há algum tempo é possível ouvir CDs, assistir DVDs e Blu-Rays, ter acesso a aplicativos de streaming de vídeos e mídias sociais, fazer ligações e video-conferências em um console de videogame. Em outras palavras: em muitas casas o videogame saiu do quarto do filho para a sala da família.

O Brasil acompanhou parte desse crescimento. Na última década o país recebeu investimentos inéditos na área, que colocaram os jogadores no mapa “gamer” mundial. Mega Stores como Saraiva, FNAC e Livraria Cultura passaram a ter imensas sessões destinadas a jogos de videogame com lançamentos e produtos ligados aos jogos, cenários que os brasileiros só conheciam das fotos e vídeos de grandes lojas americanas. Lançamentos simultâneos aos mundiais passaram a ocorrer aqui, bem como dublagem e/ou legenda em português na maior parte dos jogos lançados.

A cultura da pirataria no Brasil finalmente começou a ser combatida nesse período: os consumidores de jogos originais de Playstation 3 e Xbox 360 eram numerosos, ante uma praticamente inexistência no período de Playstation 2 e o primeiro Xbox. Foi o primeiro período após a geração do primeiro Playstation que o mercado legalizado mostrou reação. O número de revendedores aumentou. O videogame passou a representar fonte de renda e emprego para alguns e ser um lazer novamente acessível para outros.

No entanto, a realidade mostra que foi um período efêmero. O Brasil politicamente não ajudou a emplacar a indústria de jogos. Ainda que o sucesso comercial fosse crescente, os videogames continuaram (e continuam) sendo tributados como “jogos de azar” no país e sua tributação completa chega a 72% do valor do produto. As incoerências aumentam ainda mais quando compara-se um mesmo jogo lançado no videogame e no computador. Beneficiado por leis de incentivo à inclusão digital, os jogos de computador chegam a custa 1/3 dos preços cobrados no videogames. Nos Estados Unidos, o Xbox One custa US$ 399 e o Xbox 360 sai por US$ 199, enquanto os jogos em lançamento custam US$ 59.

O aumento do preço do videogame no Brasil é um golpe duro em um produto de lazer que já estava caro e de difícil acesso. Jogos em lançamento já tem valores próximos dos 300 reais, enquanto em 2011 chegaram a custas 129 reais. Os erros tributários do governo e a ganância das empresas minam o sucesso de uma indústria que enriquece e emprega nos maiores mercados do mundo. No Brasil os videogames são tratados como “jogos de azar”. Azar dos jogadores, que são impedidos de jogar, dos empresários, que deixam de lucrar, e do país, que deixa de arrecadar.

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Preço de lançamento de Star Wars – Battlefront III, na Saraiva : 300 reais

Fonte da imagem de capa: Pescador de Bits

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2 comentários sobre “Mercado de videogames dá sinais de que retrocederá no Brasil

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    Publicado por Maicon 117 | 13 de outubro de 2015, 15:23

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  1. Pingback: Análise: Star Wars: Battlefront, para Xbox One, Playstation 4 e PC | PERSPECTIVA ONLINE - 9 de outubro de 2015

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