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Liga Sulamericana de Clubes promete revolucionar a Copa Libertadores

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Capitaneada pelos clubes argentinos Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e Racing; os chilenos Universidad do Chile, Universidad Católica e Colo-Colo; o equatoriano LDU de Quito; os paraguaios Olimpia e Cerro Porteño; os peruanos Melgar e Sporting Cristal; assim como os uruguaios Nacional, Peñarol e River Plate, nasceu na última semana a Liga Sulamericana de Clubes. O grupo visa discutir melhorias na Copa Libertadores da América em especial no que diz respeito à distribuição de premiações por título e por cotas televisivas: hoje, um clube campeão continental recebe da Conmebol o valor de US$ 7,3 milhões – isso porque houve um reajuste para a edição de 2016. Para efeito de comparação, o campeão da UEFA Champions League recebe US$ 60 milhões, e o último colocado fatura US$ 9 milhões.

O evento ocorreu em Montevidéu e não teve a presença de dirigentes brasileiros, embora clubes como Atlético Mineiro, Corinthians, Grêmio e São Paulo sejam vistos como decisivos para o sucesso da nova Liga. O objetivo atual é fazer com que a Conmebol, tradicionalmente avessa à transparência, mostre os contratos publicitários e de transmissões de seus torneios para que os clubes averiguem o quanto é possível melhorar nos valores distribuídos. Todos contratos com a entidade sul-americana são realizados com cláusula de confidencialidade.

A Liga Sul-Americana de Clubes também pretende fazer com que os contratos televisivos sejam negociados individualmente pelos clubes participantes dos torneios. Esse é um ponto polêmico e perigoso. Uma distribuição desigual nos valores acarreta em desequilíbrio técnico e polariza a disputa pelo título a médio e longo prazo – algo parecido com o que aconteceu na Espanha e vem sendo feito no Brasil. Uma Copa Libertadores equilibrada é vantajoso para todos os participantes.

Um substancial aumento nas premiações da Copa Libertadores é o principal caminho para que os clubes sul-americanos voltem a disputar o Mundial de Clubes com reais chances de títulos. Os dois últimos campeões continentais – San Lorenzo e River Plate – foram para a disputa do título no Japão com equipes inferiores às que venceram a Libertadores. É quase impossível segurar seus atletas com a premiação pífia distribuída pela Conmebol (até o ano passado, o campeão recebia US$ 5,2 milhões). O resultado é óbvio: de 2005 para cá apenas três clubes da América do Sul venceram os europeus na disputa do Mundial. De 1960 até 2004 o placar era de 23 x 21 a favor dos sul-americanos. A criação da Liga Sulamericana é ideia inovadora que nasce em um momento importante, de oxigenação das confederações de futebol locais – em especial, a Conmebol. Pode ser um passo importante para mudanças.

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Fonte: Book felino 2017. #cats Feliz aniversário para o meu parceiro nos esportes. Te amo, pai. 💙  #newyeareve #newyear2017 De volta pra casa #borges #jorgeluisborges Desenho que fiz para ilustrar o texto "O homem que parou o tempo", sobre #FidelCastro ,  escrito pelo meu irmão Celso Augusto para o site www.perspectivaonline.com.br Desenho que ilustra matéria a respeito do filme sobre o jovem #KarlMarx no site www.perspectivaonline.com.br #draw #arts #marx #marxism #theyoungkarlmarx

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