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Esportes

Os 50 anos de Romário, o gênio da grande área

1994 World Cup Final. Pasadena, USA. 17th July, 1994. Brazil 0 v Italy 0. (Brazil won 3-2 on penalties). Brazilian star Romario drapes himself in his country's flag after Brazil won the World Cup by beating Italy on penalties.

Hoje completa 50 anos uma das personalidades mais autênticas da história do esporte brasileiro – Romário de Souza Faria, o baixinho gênio da grande área e último grande ídolo nacional do futebol brasileiro. Romário foi grande, um dos maiores do futebol e do esporte do país. Começou a carreira no Vasco e de lá partiu para ganhar a Europa e o mundo jogando no PSV e no Barcelona com médias de gols por jogo assombrosas. Seu grande momento na carreira foi em 1994, quando liderou a Seleção Brasileira ao Tetracampeonato Mundial nos Estados Unidos encerrando uma espera de 24 anos pelo título. Desde a aposentadoria de Pelé da Seleção o Brasil não ganhava uma Copa.

O baixinho nunca teve papas na língua. Aos 18 anos, foi artilheiro no torneio de seleções de base do Brasil, e ao voltar ao país, no aeroporto, declarou: ” – O artilheiro do Brasil tá aí, mais uma vez, Romário”.  Com sua personalidade forte e incapaz de fugir de polêmicas, Romário discutiu com presidentes de clubes em que jogava, companheiros de equipe, presidentes da CBF, com Zico e até com o Rei Pelé. Pagou o preço por tanta irreverência: apesar de sua genialidade dentro de campo, Romário teve sua carreira na Seleção prejudicada por sua personalidade destemida. Foi deixado de lado de maneira incompreensível nas Olimpíadas de 1996 e de 2000 e não foi convocado para as Copas do Mundo de 1998 e de 2002 – ano em que Romário faria mais de 90 gols na temporada. Ainda assim, sua genialidade encontrou espaço para brilhar: é o terceiro maior artilheiro da história da Seleção, atrás de Pelé e Ronaldo, e tem a melhor média de gols dos três.

Romário foi o segundo de uma linhagem histórica de centroavantes brasileiros geniais que surgiram em seqüência: o baixinho sucedeu Careca no comando do ataque da Seleção e depois deu espaço para Ronaldo Fenômeno brilhar. A “dupla Ro-Ro”, por sinal, é um dos casos mais bonitos e tristes ao mesmo tempo da história do futebol. Dois atacantes completos e brilhantes, um experiente e outro começando, o melhor da geração anterior com o melhor da próxima geração: a dupla perfeita. Jogaram juntos no ataque da Seleção no ano de 1997 e encantaram o mundo: 19 jogos, 34 gols marcados pelos dois, 15 de Ronaldo e 19 de Romário. Seria a dupla mais esperada do Brasil desde Pelé e Garrincha. Seria: com uma convivência conturbada com Zagallo e Zico, Romário foi cortado às vésperas da Copa de 1998 por uma suposta lesão. O Brasil e o futebol perderam de assistir dois dos melhores jogadores de todos os tempos disputarem juntos uma Copa do Mundo. Azar de Romário, azar de Ronaldo, azar do Brasil, azar do futebol.

Nenhum jogador conseguiu igualar a idolatria nacional que Romário atingiu no futebol do país. Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e hoje Neymar assumiram protagonismo técnico e midiático em determinados momentos, mas a proximidade do baixinho com o povo do país jamais voltou a ser igualada. Romário foi autêntico, polêmico e inimigo declarado do “sistema” por diversas vezes – e pagou por isso, como dito anteriormente. Ronaldo e outros preferiram caminhos mais tranquilos e distante dos embates com as grandes instituições. A figura do baixinho sempre foi ligada ao povo. Nas eliminatórias para a Copa de 1994 o Brasil corria risco de não conseguir a classificação ao Mundial. Romário, à época brigado com Parreira, não estava sendo convocado. Por pressão popular, o baixinho figurou na lista da derradeira partida do torneio classificatório, contra o Uruguai, no Maracanã. A noite de 19 de setembro de 1993 reservou um dos capítulos mais bonitos da história do futebol brasileiro. Inspirado, jogando no Maracanã do Rio de Janeiro, sua casa, Romário fez os dois gols da vitória por 2 x 0 sobre os uruguaios e classificou o Brasil para o torneio nos Estados Unidos. O que veio depois foi história.

Hoje Romário é senador pelo Estado do Rio de Janeiro e político ativo pela defesa do esporte brasileiro e pelos direitos nas leis de inclusão do país. As periferias do Rio de Janeiro revelaram ao mundo um dos maiores jogadores da história do futebol e uma figura icônica da irreverência brasileira no melhor sentido da palavra. Romário, 50 anos de vida e grande parte destes dedicados ao futebol – e como eu gostaria de ter visto mais deles. Vida longa ao gênio da grande área.

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Discussão

Um comentário sobre “Os 50 anos de Romário, o gênio da grande área

  1. Romário! Um ídolo meu e do futebol Brasileiro! Só não foi convocado para a copa de 98 pois a mesma foi vendida pela FIFA para a França. Tanto é verdade que Ronaldo Nazário não queria entrar em campo na final comprada para a vitória Francesa.

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    Publicado por Maicon Vicente | 29 de janeiro de 2016, 14:46

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