Entrevistas

Entrevista com Thaís Pena, secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação de Canoas

O papel da mulher dentro da sociedade foi alvo de intenso debate nas redes sociais durante a semana passada. Em vista disso, o Perspectiva Online começa hoje uma série de entrevistas com mulheres que exercem atividades nos mais variados espaços. Iniciamos com Thaís Pena, Secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação de Canoas/RS.

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“Dialogar é um aprendizado. Você tem de se permitir ouvir o que as pessoas estão falando”

Thaís Pena, primeira dama de Canoas

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por Celso Augusto Uequed Pitol e Fábio Uequed Pitol

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Ao adentrarmos a sala de Thaís Pena, secretária de Projetos Especiais,Captação e Inovação do município de Canoas (RS), somos recepcionados por alguns objetos que chamam a atenção. Logo à nossa frente vemos uma tapeçaria colorida, que ocupa boa parte da parede defronte à porta. À esquerda, temos um balcão adornado por várias peças de artesanato. À direita, ao lado da mesa da secretária, um pequeno armário com esculturas.

É inevitável perguntar sobre a origem destas peças. Thaís nos responde que o artesanato vem de vários lugares: do Nordeste, do México, de Minas Gerais, do interior do Rio Grande do Sul; e dá-nos a saber os métodos de elaboração de cada um deles, o ambiente de trabalho onde foram produzidos e a própria vida dos artesãos. Quanto à tapeçaria, nos informa que vem do Sul da Itália, levada por indianos que para lá migram e vendem nas ruas pequenas e tortuosas das cidades do Mediterrâneo peninsular, onde, há milênios, comerciantes do mundo todo se reúnem para expor seus produtos. Os hábitos, os usos, os costumes e os pormenores das estratégias de venda dos artesãos daqui e d’além-mar – hábitos, usos e costumes que, em geral, escapam ao turista médio – são descritos por Thaís em detalhes e cores vivas, como se os tivesse diante de si naquele momento: por alguns instantes, a sala refrigerada da rua Fioravante Milanez, no centro de Canoas, transforma-se em uma esquina nas cidades portuárias descritas por Kaváfis no seu poema “Ítaca”, onde o viandante, nas manhãs de verão, “há de entrar pela primeira vez um porto para correr as lojas dos fenícios/e belas mercancias adquirir”. Mesmo que os viandantes sejam nós dois, jovens urbanos, oriundos de uma cidade industrial, rude e dura como Canoas, onde o ruído e os tons acinzentados tendem a abafar e embotar os sentidos e a percepção.

Nem todos percorrem estes caminhos e voltam com estas memórias; mais raros ainda são os que conseguem transmiti-las. Thaís Pena pertence a esse grupo. A paixão por tudo quanto diz respeito à arte e à cultura de comunidades tradicionais parece animar a atividade desta mineira que, desde 2009, vive e trabalha entre nós. É um enfoque presente tanto nos projetos de cunho social, como o Qualilar ,Natal da Transformação, Cooperativa Casulo, onde se aproveita o potencial das populações locais, quanto em medidas de embelezamento de locais da cidade e a produção e promoção dos eventos, proporcionando a essas populações o acesso a arte e cultura. Na entrevista que segue, falamos da trajetória de Thaís, de sua formação ligada à cultura e dos desafios em promover essas atividades na nossa Canoas moldada por martelos, prensas e motores, ao som do ruído metropolitano. Uma Canoas cuja população possui valores, práticas e talentos a serem aproveitados e merece ser reconhecida como destinatária de uma produção cultural e estética de alto nível, estimulada pelo poder público.

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É natural de onde?

Sou de Caratinga, em Minas Gerais, uma cidade que fica perto de Ipatinga, na região do Vale do Aço. Saí de lá com quinze anos e fui para São Paulo a fim de estudar. Fui morar com minha irmã mais velha. Depois fui para Ubatuba, no litoral de São Paulo. Mais tarde morei em Belo Horizonte e depois em Brasília.

Qual era a sua área de atuação profissional antes de ser secretária municipal?

Eu sou produtora cultural. Em Brasília, antes de me mudar para o Rio Grande do Sul, eu tinha uma produtora focada em arte, artesanato e design. Fiz vários trabalhos no eixo Rio-São Paulo. A última produção que fiz foi “O Mundo sem medidas”, lá no Museu da República, em Brasília. É difícil montar exposições ali, de tão grande que é (risos).

Quando eu já estava morando aqui havia uns 6 meses, me dei conta que era impossível continuar. Aí então fechei a produtora.

Como e quando surgiu o seu interesse por trabalhar com cultura?

É muito curioso isso. A lembrança mais antiga que eu tenho de me interessar por uma peça artesanal é a de quando eu era muito menina, nem sei que idade eu tinha. Gostei muito de uma imagem de Nossa Senhora, dada de presente à minha mãe, cujo vestido era feito de escama de peixe. Essa história deve ter uns 40 anos. A minha lembrança mais antiga é essa. Depois fui trabalhar em outras coisas, em outras áreas, até que, um dia, fui convidada para assistir uma palestra no Sebrae sobre artesanato, e eu fui, sem saber nada do tema.

Aquela palestra mudou minha vida: era da Janete Costa, arquiteta que tirou o artesanato da churrasqueira e da casa da praia e pôs nas salas. Eu fiquei apaixonada pela Janete. Percebi ali que as pessoas podiam trabalhar com aquilo. E, a partir de então, decidi que era com aquilo que eu queria trabalhar.

Começou a trabalhar na área a partir de quando?

O primeiro trabalho que eu fiz foi uma coleção de brindes de final de ano do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Isso faz uns 15 anos, acho. Minha empresa foi selecionada para fazer brindes tendo como tema o artesanato brasileiro. Então formamos equipes, com fotógrafo, designer, produtor, e viajamos para o país todo: Sul, Norte, Centro-Oeste, todas as regiões. Muitas vezes, nessas viagens, detectamos uma peça que tinha valor de técnica mas que não tinha, às vezes, valor estético. Aí a designer passava um tempo com o artesão e sugeria algumas modificações, ou propunha algum desenho, e aquela peça passava a compor a coleção. A gente juntava todas elas, levava ao contratante e das 30 ou 40 peças dadas eles escolhiam 10 ou 15 para compor a coleção. Foi maravilhoso. Eu, como conhecia o Nordeste muito bem, fiz questão de participar da equipe que veio ao Sul, que eu conhecia pouco. Estivemos aqui no Rio Grande do Sul, em Pelotas, Camaquã, Antônio Prado. Fizemos uma peça maravilhosa feita de chifre em Pelotas, um porta-guardanapos dentro de uma caixinha de madeira.

Que lembranças tem desta sua primeira vinda ao RS?

Lembro que era um inverno terrível e o artesão trabalhava numa peça onde várias janelas não tinham vidro. Tinha um forro com  uma proteção para o frio, e uma peça manual que lustrava o chifre. Havia também um outro artesão, de origem alemã, que fez uma caixinha bonitinha onde ficava o porta-guardanapo. Depois, em Antônio Prado, fizemos esta peça que está em cima da minha mesa .Isso aqui é palha de trigo, que ele usava para fazer chapéus. A própria cidade é um espetáculo. Há casas de madeira com dois ou três andares. Depois, fomos para o Paraná, e depois para Minas Gerais. No Nordeste, todo mundo é artesão. Tem uma cidade na Bahia, Maragogipinho, por exemplo, onde praticamente toda a população trabalha com artesanato. É algo de tradição, que o avô fazia, a mãe fazia…

Em que parte de Minas estiveram?

Estivemos em Ouro Preto, na região em volta, Tiradentes, e ali abunda a riqueza arquitetônica.

“Apenas” a terra de Aleijadinho.

Sim, o professor lá foi “só” o Aleijadinho (risos). Várias coisas têm de ser levadas em consideração numa coleção dessas. Tem de ser, por exemplo,  uma peça que tenha significado tanto para o homem quanto para a mulher. Uma peça que atenda a todos. De vários públicos e todas as idades. A gente ficava dois dias, três dias junto ao artesão. Essa peça da região de Ouro Preto é inesquecível. O artesão morava no interior de Ouro Preto, numa região super montanhosa, com uma família que fazia trabalhos com pedra sabão. Uma família que, de modo geral, faz utilitários. Historicamente, o artesanato serve para isso, para ser usado em casa. É tradicionalmente utilitário. Passa a ser artesanato à medida em que o interesse do turismo ou do público por aquela peça começa.

Um exemplo é a panela de barro do Espírito Santo. 

Sim, tradicionalmente é usada pra ser prática, de uso na comida. Hoje é vendida para os turistas. Veja o artesanato indígena. O índio usava as coisas para comer, para fazer a comida. O Brasil tem um grande potencial turístico. Em qualquer lugar em que você for no Brasil tem uma cidadezinha com uma baita cachoeira, um rio lindo. Tenho muita satisfação de ter feito esse trabalho.

Então é toda uma trajetória ligada à cultura.

Sim, e depois que terminamos esse projeto fizemos umas exposições. Captar recursos para a cultura é muito difícil. De certa forma, eu continuo a fazer isso aqui. Aqui trabalhamos com a captação de recursos

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Como funciona esse processo em nível municipal?

Aqui na Secretaria temos  a Diretoria de Captação de Recursos, que faz desde o projeto, que pode ser tanto para o patrocínio direto, quanto para uma Rouanet ou uma Lei de Incentivo à Cultura. Em cima desse projeto fazemos reunião. Para nós conseguirmos 6 ou 7 patrocinadores para o Natal da Transformação, por exemplo, fizemos 40 contatos. É um trabalho árduo. Nós vamos, explicamos, a pessoa acha lindo e maravilhoso e nunca mais dá nenhum retorno (risos). Muitas pessoas não têm conhecimento da lei Rouanet. Muitos empresários não conhecem, e os contadores têm muita resistência. E é um papel fundamental que o Estado tem de cumprir. Nós temos a obrigação de fazer um festival de jazz, por exemplo. Se não fizermos, quem vai fazer?

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Natal da Transformação 2015 – Rua Ipiranga- centro de Canoas/RS

É só pensarmos na comunidade dos descendentes de quilombolas que vivem ali perto do parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo). É uma comunidade muito pobre, que dificilmente teria acesso a um tipo de música assim. Eu vi uma família dessa comunidade assistindo ao Hermeto Paschoal, Yamandu Costa… quero dizer, quando essa família teria acesso a um espetáculo do Yamandu Costa? E eles lá sentados, ouvindo, com cara de quem estava gostando. Foi recompensador.

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Que papel essas atividades culturais desempenham na promoção de um senso de comunidade? 

Uma das coisas que a gente falava antes de começar o projeto era a de trabalhar a questão da autoestima. A Mana Bernardes (artista plástica), quando veio fazer o projeto do Natal da Transformação, começou a trabalhar coisas das mulheres que faziam parte dele, e elas diziam: “minha infância foi muito sem graça”. E a Mana começou a resgatar isso delas. E elas diziam: “a gente tinha uns boizinhos, fazia uns brinquedinhos nossos”….e começavam a lembrar. Aí começou-se a descobrir que essas crianças tinham uma infância tão rica quanto a de qualquer um. A questão da autoestima é tão importante que a pessoa não se dá conta da riqueza que tem em inventar seu próprio brinquedo. E projetos como o Natal da Transformação têm isso, eles vão transformando as cidades e as pessoas, que começam a ter orgulho de sua cidade e, depois, de si mesmas.

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Artesãs desenvolvendo técnicas que produzem beleza e propiciam renda

Conhecia Canoas antes de vir para a cidade?

Não, antes de vir, não. Não tinha referência alguma. Eu achava, como muitos de outros estados, que o Rio Grande do Sul era uma ilha da fantasia – o chamado Sul Maravilha, onde não tem tanta pobreza. E isso não é verdade.. Aqui também há pobreza, e além disso há o frio. As pessoas podem morrer de frio aqui. Isso eu não tinha ideia. Foi um choque eu me dar conta de que o frio seria um agravante para a pobreza.

Houve mais alguma coisa que lhe chamou a atenção?

Eu costumo brincar que tinha uma chefe lá em Brasília que era gaúcha e vivia dizendo que, no Rio Grande do Sul, as coisas eram diferentes. Aí eu descobri que, de fato, o povo gaúcho tem características bem peculiares. Por exemplo, a comida: na maior parte do Brasil, em geral, o prato é a base de muito arroz com feijão, legumes, e aqui , quase sempre, comem carne e um complemento. O prato parece que tem uma composição diferente. Também a massa é muito apreciada. Além disso, o gaúcho é muito família. Fico muito impressionada ao ver que pessoas que moram em São Paulo, Brasília e outros lugares sempre querem voltar para o Rio Grande do Sul. Eu nunca pensei nisso. Nenhum dos meus seis irmãos voltou para nossa cidade natal. Todo gaúcho que eu conheço quer voltar para cá. Os gaúchos são muito amorosos entre os seus, entre os familiares, há uma maneira carinhosa de os homens se relacionarem com os filhos pequenos. Diferente do que vi em outros locais. Acho que tem a ver com família. O gaúcho me parece muito agarrado com a mãe, com o pai, a tia, a dinda, o dindo. Dinda é “A Dinda”. Eu fui a um jantar com 50 adultos e ali havia, com eles, 100 crianças, e me impressionei: as pessoas levam as crianças para todos os lados. São amorosos, muito ligados à família.

O MACA era conhecido como o Movimento Assistencial de Canoas e ele era tradicionalmente ligado às primeiras damas. Com a sua chegada, ele continuou com a mesma sigla, mas mudou o nome para Movimento Ação por Canoas. Essa mudança seguramente não é gratuita. Queria um comentário sobre ela.

Quando fui convidada pensei: vamos tirar esse nome assistencial, porque eu não acredito nisso, acredito em qualificação profissional de comunidades. A Beth Colombo (vice-prefeita de Canoas) pediu que não tirasse a sigla, já incorporada na cidade. Estávamos almoçando um dia e o Alexandre Mayer (atual secretário de Relações Institucionais de Canoas) deu a idéia de trocar “Assistencial” por “Ação por Canoas”. O MACA continua sendo um braço para vários projetos que estão incubados e que começaram no gabinete da Primeira-Dama. Um exemplo é a Qualilar – nós dividimos o protagonismo desse projeto. Nós temos ainda a distribuição de rancho. Há famílias que, se não receberem o rancho, não têm o que comer. Então você tem que fazer o que é possível, enquanto for preciso.

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Qualilar – rua Passo Fundo, 730 – Canoas/RS

Qualificação profissional, mas enfatizando as possibilidades daquela comunidade.

Sim, aproveitando o que ela tem. A qualificação profissional muitas vezes é complicada. Às vezes, os cursos escolhidos para serem dados não têm nada a ver com o que a vocação daquela comunidade. Então, na Qualilar, nós levamos isso em consideração, a vocação do local, coisas que já sabem, para que o curso ajude as pessoas a terem renda. Quantas mulheres não têm qualificação profissional, não têm  escolaridade, mas têm conceitos básicos de trabalho doméstico? Buscamos qualificar essas pessoas. A Qualilar vai se adequando ao mercado, buscando oferecer cursos onde tem procura. Por exemplo: o Curso de Boas práticas destinado a quem trabalha no comércio, oferecido de forma gratuita, o de Cuidador de idosos, que agora começamos, também atende à realidade de mercado.

Uma das esculturas-símbolo da cidade de Canoas é aquela do Vinício Cassiano que está na Praça da Emancipação, mostrando um sujeito forte com um remo na mão.

Sim, o trabalhador.

Exato. É a representação do canoense, de como ele se vê. Mesmo na bandeira da nossa cidade há uma engrenagem. É uma cidade que remete sempre a isso, uma cidade de trabalhadores, de ruído, fábricas, asfalto. E as políticas públicas, aqui, têm sido sempre direcionadas à solução de questões mais pragmáticas, a fim de melhorar a vida deste trabalhador. E me parece que, em seu trabalho como secretária, há uma preocupação com elementos estéticos do ambiente urbano, de modo a fazer a população sentir-se mais integrada. A senhora viu alguma dificuldade em implantar essas ideias numa cidade onde essas questões não eram consideradas?

Olha, essa questão estética… eu enfrentei muita resistência por causa da minha preocupação estética. É que eu não vejo motivo para as coisas terem de ser feias. Acho a beleza fundamental. O que agrada aos olhos, agrada à alma. Não vejo motivo para uma rua ser feia, se ela pode ser bonita. Não vejo motivo para um jardim ser cheio de mato se ele pode ser cheio de flores. E o mesmo pode ser dito dos projetos urbanos que fazemos: a cerca verde nos muros do trem, os parklets (pontos de convivência) no centro, as decorações nos viadutos, o jardim que criamos na entrada de Canoas… Há resistência, mas eu vejo com mais freqüência pessoas que acreditam nos projetos. Muita gente se preocupa só com o macro. E o Jairo (Jairo Jorge, prefeito de Canoas) enxerga o macro, mas enxerga o pequeno também. Às vezes são coisas simples, como pintar uma passarela, fazer um jardinzinho diante de uma passarela, e funciona como uma bola de neve: se você faz, o seu vizinho vai querer fazer também. Agrada à alma.

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Entrada da cidade – Canoas/RS

Gostaria que falasse um pouco sobre a aceitação do Natal da Transformação entre a população.

No primeiro projeto do Natal da Transformação, eu digo que ele foi um projeto muito arrojado. Ele não parecia Natal, no sentido tradicional que as pessoas esperavam. A população não o reconheceu como tal. Na época fiquei incomodada. Hoje entendo que era um projeto para uma Bienal, para um Forum Social Mundial. Mas dialogar é um aprendizado. É o gesto, é uma palavra que fala, que solta, e você tem de se permitir ouvir ao que as pessoas estão falando. As pessoas passaram a se acostumar e depois, a apreciar.

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Natal da Transformação- Canoas/RS

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Natal da Transformação – Canoas/RS

Uma moça me deixou emocionada  quando disse: “minha mãe, se estivesse viva, ia estar muito contente, ela sempre quis nos levar a Gramado e não conseguiu. Hoje eu posso dizer que não preciso ir a Gramado”. Isso é um sentimento de pertencimento. Isso é valorizar a sua cidade. Hoje o projeto do Natal da Transformação virou um projeto da cidade. Está incorporado, apesar do preconceito que ainda há com uso de garrafas PET. Uma senhora quase me bateu certa vez porque tínhamos usado uma caixa de amaciante para fazer o José e a Maria do Presépio, dizendo que era ofensa a Deus. Eu então respondi: “não sei de que Deus a senhora fala. O meu adora esse Natal, porque ele tira PET dos bueiros, ele qualifica as pessoas, traz autoestima para a população. O meu Deus adora, não sei qual o Deus preconceituoso da senhora que não gosta”. Mas isso foi uma manifestação. Outras milhares gostaram e disseram que gostaram e viram que o PET pode gerar algo bonito.

Eu acho que o poder público tem o papel de estimular as potencialidades locais, de fazer projetos que permitam o acesso a boa música, ao bom teatro, à cultura  para as  comunidades. E quanto a mim, sinto-me gratificada por poder participar desse projeto.

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Brinco feito com garrafa PET

 

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Artesã da Casulo

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Luminária feita de material reciclado na Cooperativa Casulo

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Luminária feita com material PET

 

Crédito das fotos e vídeos: Prefeitura Canoas

 

Discussão

Um comentário sobre “Entrevista com Thaís Pena, secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação de Canoas

  1. Excellence entire it’s com a Secretaria Thais. Examente o que esta acontecendo em Canoas. A beleza surgindo aqui e ali.

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    Publicado por Lea japur | 5 de outubro de 2016, 23:51

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