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113 anos e o Grêmio que o torcedor quer

gremio

A comemoração do 113º aniversário do Grêmio acabou por ser em um momento amargo do clube, dos vários momentos amargos recentes. Roger Machado pediu demissão depois de uma sucessão de resultados ruins e atuações piores ainda da equipe do Grêmio dentro de campo. O pedido de demissão de Roger derruba mais uma das esperanças do torcedor do Grêmio. Contratado sob desconfiança e em momento conturbado, Roger conquistou simpatia do clube, torcida e imprensa com proposta moderna de futebol e capacidade de tirar o máximo dos jogadores que tinha à disposição. A sensação era unânime: aquele Roger de 2015, com tempo de trabalho, treinamento e manutenção de uma idéia de equipe…viria coisa boa dali.

Não foi o que aconteceu. O Grêmio sucumbiu em 2016 no campeonato estadual, na patética participação da Copa Libertadores da América, na Primeira Liga e no Campeonato Brasileiro se posiciona como um mero aspirante, quem sabe, a uma última vaga para a Libertadores de 2017. Na Copa do Brasil tem classificação encaminhada, mas quem confia em um Grêmio que leva 7 gols em dois jogos fora de casa?

Os motivos para a queda de rendimento que levaram à saída de Roger são muitos. Uma idéia equivocada de futebol norteia o Grêmio das duas últimas gestões. O chamado “11 ideal” do Grêmio não é de todo mal, mas, céus: quem ainda não aprendeu, em 13 anos de pontos corridos, que é preciso elenco qualificado para almejar algo maior na temporada? O treinador também tem sua parcela de culpa. Suas variações de esquema se mostraram ineficientes, bem como seu treinamento defensivo. O Grêmio é vítima fácil de equipes fechadas e com boa jogada aérea desde o ano passado.

Os 113 anos do Grêmio mexem com a emoção do torcedor, para o bem e para o mal. Em época de “memetizações” e enorme expressão de redes sociais, diversos relatos de aficcionados indignados com o clube aparecem prometendo “Cancelar associações”, “quebrar carteirinhas de Sócios” ou simplesmente não comparecer mais aos jogos. Esta é a idéia mais equivocada possível. Torcer e ser apaixonado por um clube não é um jogo de vitórias ou derrotas: é uma escolha que fazemos por opção em algum momento de nossas vidas. O clube nunca fez, não faz e nunca fará o torcedor: o clube só existe por conta do torcedor, e a arma do torcedor contra administrações e dirigentes ruins é sua voz dentro de campo e seu voto nas eleições de Conselho Deliberativo e Presidência. Cancelar associações, quebrar carteirinhas e deixar de comparecer aos jogos é o sonho do dirigente ruim que quer se perpetuar no poder: não haverá oposição a ele. A melhor forma de o torcedor exercer a sua paixão é participar da vida do clube, sendo associado ou torcedor comum. O torcedor ativo não é vítima de promessas vazias ou discursos ufanistas, pois vive o clube e conhece sua realidade. Hoje o Grêmio faz 113 anos, e precisa mais do que nunca de sua torcida.

Discussão

Um comentário sobre “113 anos e o Grêmio que o torcedor quer

  1. É simples: chamem o EI pra testar suas técnicas de fabricação de explosivos, para uma reunião com Conselheiros de todas as facções políticas presentes.

    Ameacem explodir tudo se eles não pararem com as fofoquinhas nas redes sociais.

    Como eles precisam dessas intrigas para viver, como ar para respirar, será necessário baixar a alavanca, depois de checar a colocação dos explosivos.

    Daí chamem o IGP, o DML e acadêmicos de Medicina da UFSCPA pra recolher o que sobrar.

    Ah, esse teste no Conselho Deliberativo do Grêmio, se bem sucedido, servirá de modelo para o que precisaremos fazer no Estado como um todo.

    Pra acabar com essa escrotice de sectarismo – essa coisa do gaúcho brigar por qualquer coisa, essa verve “RS melhor em tudo” machista, racista e obscurantista que os boçais movidos a RBS adoram alardear com orgulho, ainda mais nessa época.

    *

    Não sou gremista (nem colorado; aliás, fujo à dualidade débil-mental acima referida, sempre que possível). Mas involuntariamente tive uma noção, por meio de relatos de familiares, do que é essa corja de conselheiros e do que eles fazem. Que é um perfeito microcosmo desse Estado falido econômica e moralmente, que parece não deixar alternativa a não ser uma bomba.

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    Publicado por Diogo Terra | 15 de setembro de 2016, 16:01

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