Espaços e Memórias

Viaduto Otávio Rocha (Porto Alegre)

 

Viaduto Otávio Rocha, tela em aquarela de Yassmine Uequed Pitol

O Viaduto Otávio Rocha é uma das construções mais representativas do centro de Porto Alegre. É impossível passear pela Avenida Borges de Medeiros sem avistá-lo no horizonte, dividindo ao meio duas grandes fileiras de prédios. Ao fazê-lo, é difícil sentir-se indiferente: o conjunto de pórticos imponentes, parapeitos bem trabalhados e longas escadarias que sobem pela avenida se encontram na altura da rua Duque de Caxias dão a imagem de ser um grande projeto. E, de fato, o viaduto Otávio Rocha foi um imenso projeto – um símbolo da Porto Alegre que se queria capital e metrópole.

O projeto de realizar uma ligação entre as ruas do centro e a zona sul da cidade existia desde o começo do século XX. Até então, a região central era separada das áreas sul e leste por um morro, que se erguia na altura do que viria a ser a avenida Borges de Medeiros e obrigava os transeuntes a fazer um largo desvio, caso quisessem dirigir-se a aquelas áreas da cidade .

O crescente fluxo de pessoas tornou essa ligação uma necessidade incontornável, que se materializou pela primeira vez no Plano Diretor de Porto Alegre de 1914. Sucessivos projetos foram apresentados até que, em 1921, o então prefeito, José Montaury, determinou finalmente o plano de alargamento das ruas das proximidades da rua Duque de Caxias a fim facilitar a ida para o sul da cidade.

Inauguração do Viaduto Otávio Rocha, tela em técnica mista de Yassmine Uequed Pitol

O processo de demolição das ruas iniciou-se em 1926. Após diversos rebaixamentos de terreno, decidiu-se que o ideal seria a construção de um grande viaduto. Uma concorrência pública pôs a Companhia Construtora Dyckerhoff & Widmann a cargo da construção. O projeto inspirou-se em viadutos semelhantes de cidades europeias, como Bremen, Milão e Hamburgo. Em 1932, a obra foi entregue à população e, no dia 1 de outubro daquele ano, o bonde cruzou a rua Duque de Caxias, por cima do viaduto, pela primeira vez.

Os anos se passaram e o viaduto ganhou o coração dos portoalegrenses. Nem sempre, contudo, recebeu o cuidado do poder público que merece. Hoje, o viaduto encontra-se em processo de restauração.

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